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Good practice

Programa Ajira Digital

Quénia · Nairobi · Ver o perfil de Quénia

O programa nacional de empregos digitais do Quénia já formou cerca de 391 mil jovens desde 2016, através de 101 centros de capacitação, ligando-os a trabalho freelance online — mas só cerca de um terço afirma ganhar rendimento online, e falta avaliação de impacto independente.

Detalhes

Promotor
Ministry of ICT, Innovation & Youth Affairs (Kenya), with Mastercard Foundation, KEPSA and eMobilis Technology Training Institute
Período
2016–present
Palavras-chave
Digital jobs, youth employment, gig economy, online freelancing, digital skills training

Descrição

O que faz: o Ajira Digital ("ajira" significa "emprego" em suaíli) é uma iniciativa do governo queniano lançada em novembro de 2016 pelo então Ministério das TIC para ligar jovens a trabalho online e digitalmente viabilizado — freelancing, transcrição, assistência virtual, comércio eletrónico e outsourcing de processos de negócio. Formação gratuita em competências digitais, mentoria e correspondência de emprego são disponibilizadas através de 101 Centros de Capacitação Juvenil Ajira em todo o país e mais de 35 Clubes Ajira em universidades e institutos técnico-profissionais. A Mastercard Foundation tornou-se o principal parceiro estratégico do programa em 2019, no âmbito da sua estratégia Young Africa Works; a Kenya Private Sector Alliance (KEPSA) trata das ligações com empregadores e o eMobilis Technology Training Institute fornece a formação.

Resultados: o número acumulado de jovens formados subiu de cerca de 9 mil (registo de 2021) e 59 mil (dezembro de 2021) para cerca de 391 mil em junho de 2024, abrangendo os 47 condados. Um inquérito de acompanhamento encomendado pelo programa (TIFA) constatou que cerca de um terço dos jovens formados afirma auferir rendimento online. A ambição declarada do governo é permitir que mais de um milhão de jovens por ano aceda a trabalho digital — uma meta, não um resultado alcançado.

Porque é relevante: é uma das maiores redes governamentais de formação e mentoria em empregos digitais de África, combinando infraestrutura pública (centros de capacitação), financiamento filantrópico e ligações a empregadores privados para integrar jovens na economia global de trabalho por plataforma, num país com desemprego jovem severo (acima de 30%, segundo o KIPPRA).

Ressalva: o Poverty Action Lab do MIT (J-PAL) afirma explicitamente que nenhuma avaliação de impacto da formação e mentoria do Ajira foi concluída até à data — a avaliação externa mais substancial é um relatório de implementação encomendado pela Dalberg, e não um estudo causal independente. Apenas cerca de um terço dos jovens formados relata ganhos online reais, a participação feminina na formação em TIC fica abaixo dos 40%, e a legislação laboral queniana não classifica os trabalhadores de plataforma como empregados formais, deixando-os sem salário mínimo ou proteções de segurança.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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