Compensação pelo Uso Florestal e Fundo Orçamental Florestal da Sérvia
Sérvia
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Uzbequistão · Muynak · Ver o perfil de Uzbequistão
A Agência Florestal do Usbequistão plantou saxaul em 1,7M ha do leito seco do Mar de Aral em cinco anos, empregando 150 florestais e 300+ locais; o Banco Mundial estima 39M$/ano em benefícios vs 44,2M$/ano em perdas, mas a sobrevivência é de 30-70%.
Desde meados da década de 2010, a Agência Florestal do Usbequistão e o Ministério da Ecologia, Proteção Ambiental e Alterações Climáticas conduzem um programa nacional de plantação de vegetação tolerante ao sal e à seca, sobretudo saxaul (Haloxylon), no leito seco do Mar de Aral, no CarraCalpaquistão, com o objetivo de conter as tempestades de areia, sal e poeira que agora varrem o leito exposto. O Usbequistão atingiu em 2020 uma meta inicial de restauração de 500.000 hectares do Desafio de Bona, uma década antes do previsto, e a Mongabay relatou em 2024 que cerca de 1,7 milhões de hectares tinham sido plantados nos cinco anos anteriores, com 150.000-200.000 ha previstos apenas para 2024. Cerca de 150 funcionários florestais e mais de 300 residentes locais do Carraacalpaquistão participam na plantação, usando tratores (mais de 360) e dispersão aérea de sementes.
Uma iniciativa paralela e mais pequena, apoiada pelo PNUD, 'Green Aral Sea' (Mar de Aral Verde), financiada em parte pelo governo do Japão, plantou 823.000 árvores em 658 hectares desde 2020 e está a testar métodos como tratamentos de sementes retentores de humidade para aumentar as taxas de sobrevivência.
O Banco Mundial estima que as tempestades de areia, sal e poeira custam ao Carracalpaquistão cerca de 44,2 milhões de dólares por ano (2,1% do PIB regional) se não forem controladas, contra cerca de 39 milhões de dólares por ano em benefícios estimados da restauração — o argumento económico citado para justificar o investimento estatal contínuo. Arbustos de saxaul com 7 a 10 anos são reportados como capazes de deter 2 a 4 toneladas de areia em movimento cada um.
Duas ressalvas atenuam a conquista. Primeiro, a sobrevivência das plântulas varia entre apenas 30% em anos de pouca chuva e 50-70% com chuva adequada, e um especialista externo citado pela Mongabay manifestou incerteza explícita sobre o modo como o agravamento da seca afetará a sustentabilidade do programa a longo prazo. Segundo, a introdução de povoamentos densos de uma única espécie numa área muito extensa arrisca alterar os habitats e as rotas de migração de espécies adaptadas ao antigo leito aberto, uma preocupação levantada na mesma reportagem. Não foi encontrado nenhum valor de redução de tempestades de poeira medido de forma independente à escala regional que corrobore as alegações mecanicistas sobre a retenção de areia.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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