Hekluskógar — Reflorestar as Encostas do Hekla Contra a Erosão por Cinzas Vulcânicas
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Desde 2020, o PNUD e o serviço florestal do Usbequistão plantaram 823.000 árvores de saxaul em 658 hectares do leito seco do Mar de Aral, perto de Muynak, estabilizando dunas de areia e absorvendo cerca de 1,1 tonelada de CO2 por hectare/ano, embora especialistas alertem para o risco de seca.
O Mar de Aral perdeu cerca de 90% da sua água desde a década de 1960, expondo cerca de 2,7 milhões de hectares de leito salino na região do Karakalpaquistão, no Uzbequistão — uma importante fonte de tempestades de poeira tóxica. Desde 2020, o PNUD Uzbequistão tem trabalhado com o Ministério da Ecologia e o Comité Estatal de Silvicultura do Karakalpaquistão na iniciativa Green Aral Sea, para estabilizar este leito com arbustos nativos resistentes à seca, sobretudo o saxaul.
Entre 2020 e 2025, o programa plantou 823.000 árvores em 658,2 hectares (60.000 árvores/30 ha em 2020, aumentando para 200.000 árvores/200 ha em 2024, e 80.000 mudas de saxaul em 80 ha no local florestal de Kazakhdarya, perto de Muynak, em março de 2025). O financiamento provém do Governo do Japão e de financiamento coletivo público, a 1 dólar (12.000 soms) por árvore.
O PNUD relata que cada hectare de plantação madura de saxaul absorve cerca de 1.135 kg de CO2 e liberta 835 kg de oxigénio por ano, e que um único arbusto trava até quatro toneladas de areia em movimento, valores corroborados de forma independente pela Mongabay, que cita cerca de 1,1 toneladas de CO2 absorvidas por hectare por ano e arbustos a travar 2 a 4 toneladas de areia.
O modelo está a inspirar o impulso regional de florestação mais amplo do Cazaquistão, no âmbito do programa RESILAND CA+ do Banco Mundial, mas a taxa de sobrevivência das mudas varia entre apenas 30% em anos de baixa pluviosidade e 70% em anos mais húmidos, e um especialista florestal da Ásia Central citado pela Mongabay alertou que a precipitação no Karakalpaquistão caiu para apenas 10 mm no período 2020-2025, um risco real para a sobrevivência a longo prazo da plantação que o programa ainda não resolveu.
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