Iniciativa Um Milhão de Árvores do Catar — Florestação Urbana com Águas Residuais Tratadas e Expansão de Espaços Verdes
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Atenas plantou quase 7.500 árvores em 18 meses e criou microflorestas e jardins de arrefecimento; os locais monitorizados registaram reduções de temperatura até 20-30°C, e uma simulação revista por pares mostra o efeito a estender-se vários quilómetros a favor do vento.
O Município de Atenas, apoiado em cerca de 10 milhões de euros (2023-2025) do seu próprio orçamento e em cofinanciamento da UE (ASCEND/NetZeroCities, ICLEI), implementou mais de dez intervenções de arrefecimento urbano desde 2021: microflorestas, jardins de arrefecimento, pavimentos frios, estruturas de sombreamento e sistemas de nebulização, concentradas em bairros densos e com pouca cobertura arbórea, no âmbito da Estratégia de Resiliência e do Plano de Ação contra o Calor da cidade.
Entre cerca de 2024 e 2025, a cidade plantou quase 7.500 novas árvores em 18 meses, quase o dobro do seu ritmo de plantação nos quatro anos anteriores. A monitorização ao nível dos locais registou reduções da temperatura de superfície de cerca de 60°C para 30°C sob a sombra de novas árvores na Praça Argentinis Dimokratias, reduções de 4-6°C devido a materiais frios e sombreamento na Praça Agia Irini, uma descida de 60°C para 37-40°C na microfloresta de Ano Kypseli, e uma redução de 4°C na temperatura percebida no jardim de arrefecimento do Serafio durante a onda de calor de julho de 2025.
Um estudo de dinâmica de fluidos computacional revisto por pares em 2026 (Kokkinakis e Drikakis, Physics of Fluids), que modelou um projeto de ajardinamento na área de Atenas com cenários pareados antes/depois sob condições meteorológicas idênticas, concluiu que a intervenção arrefeceu o ar em cerca de 1°C nos dias mais quentes e que o efeito se propagava vários quilómetros a favor do vento — uma confirmação independente de que a abordagem de ajardinamento da cidade tem um efeito microclimático real e não trivial para além da área diretamente plantada.
Os próprios relatórios do município identificam abertamente as suas principais limitações: a dificuldade de introduzir vegetação em bairros históricos densos com pouco espaço disponível, garantir financiamento de manutenção a longo prazo para além da janela de cofinanciamento da UE de 2023-2025, e construir um envolvimento cívico sustentado — pelo que a durabilidade do programa após o atual ciclo de financiamento ainda não está demonstrada.
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