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Um programa da FAO financiado pelos Países Baixos ajudou Balaanbal, na Somalilândia, a vedar uma reserva de pastagem comunitária; os residentes proibiram a produção de carvão e fazem patrulhas, e o cercado abrigou cerca de 20.000 cabeças de gado durante a seca de 2025, quando não havia pastagem nas redondezas.
A região de Togdheer, na Somalilândia, tem enfrentado secas recorrentes e sobrepastoreio que despem a vegetação das pastagens comunitárias, deixando as comunidades pastoris sem reservas de forragem quando as chuvas falham.
Desde 2019, o Programa de Resiliência da Segurança Alimentar e Nutricional (FNS-REPRO) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura — financiado pelo Governo dos Países Baixos com um orçamento de 28 milhões de dólares abrangendo a Somalilândia, a região do Darfur no Sudão e o Sudão do Sul — trabalhou com residentes de Balaanbal (distrito de Burao, Togdheer) para vedar uma reserva de pastagem comunitária, com um Comité de Gestão de Recursos Naturais de Balaanbal eleito localmente a elaborar um plano de gestão de recursos, a travar a produção de carvão no terreno vedado e a organizar uma patrulha comunitária para fazer cumprir o período de descanso.
O valor da reserva foi testado durante a seca de 2025 na Somalilândia: relatos do Global Landscapes Forum constataram que cerca de 20.000 cabeças de gado pastavam dentro do recinto de Balaanbal numa altura em que a pastagem aberta circundante já não tinha forragem, dando aos pastores uma reserva que manteve os animais vivos durante o período seco.
A base de evidências ainda é frágil — não existe nenhum levantamento publicado de cobertura vegetal, biomassa ou biodiversidade especificamente sobre Balaanbal — e relatos de outras zonas da Somalilândia indicam que os recintos criados sem consulta comunitária plena desencadearam conflitos com práticas de pastoreio móvel e costumeiro, um risco que este modelo de governação baseado em comités, mediado pela FAO, foi concebido para evitar.
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