Programa de Transferência de Tecnologia e Avaliação de Impacto da Embrapa — O Fluxo de P&D Agrícola Público do Brasil
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Desde 2010, o BioInnovate Africa, financiado pela Sida e sediado no icipe (Nairobi), converteu investigação em biociências da África Oriental em inovação comercial: 54 novas variedades de culturas e sistemas de águas residuais com 99% menos poluentes.
Lançado em 2010 e resultante da rede de investigação BioEARN, fundada em 1999, o BioInnovate Africa é um programa regional financiado pela Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Sida) e sediado no Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos (icipe), em Nairobi, Quénia. Financia consórcios multinacionais de universidades, indústria e agências governamentais no Burundi, na Etiópia, no Quénia, no Ruanda, na Tanzânia e no Uganda para converter investigação em biociências em inovações comerciais de base biológica.
Na Fase I (2010-2015), a Sida comprometeu cerca de 90 milhões de coroas suecas (cerca de 12 milhões de dólares) em nove projetos em consórcio sobre melhoramento de culturas, aproveitamento de resíduos agroindustriais e política de inovação em biociências. O programa formou 7 doutorandos e 38 mestrandos e desenvolveu 54 novas variedades de culturas de sorgo, milheto, mandioca, batata-doce e batata. Sistemas industriais de tratamento de águas residuais, testados na Tanzânia, no Uganda e na Etiópia, combinaram biodigestão com uma etapa final de zona húmida construída, alcançando 99% de remoção de poluentes e captando metano como biogás.
A Sida renovou o financiamento da Fase II (2016-2021) com 100,7 milhões de coroas suecas e já comprometeu até 160 milhões de coroas suecas (cerca de 17 milhões de dólares) para a Fase III, que o icipe descreve como o maior investimento de um único doador em investigação e inovação regional em biociências na África Oriental até hoje. Um Relatório de Revisão e Avaliação independente da Fase II analisou o desempenho do programa e alimentou recomendações para a conceção da Fase III.
Por depender de sucessivas renovações de financiamento da Sida, a continuidade do BioInnovate Africa não está garantida para além de cada ciclo de financiamento, e o material de avaliação disponível publicamente documenta os resultados programáticos — variedades desenvolvidas, sistemas testados, estudantes formados — de forma mais completa do que os efeitos a jusante, verificados de forma independente, sobre o rendimento ou a adoção por agricultores e empresas.
Leia a análise completa em: https://bioinnovate-africa.org/program-summary/
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