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Cota de Reserva Ambiental (CRA) do Brasil — Créditos Florestais Negociáveis

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Criada pelo Código Florestal de 2012, mas só operacionalizada em outubro de 2025, a Cota de Reserva Ambiental (CRA) permite que proprietários com excedente de vegetação nativa vendam créditos negociáveis a quem precisa compensar um défice — um mercado que as autoridades avaliam em R$12,75 mil milhões/ano, embora só dois títulos tenham sido emitidos.

Cota de Reserva Ambiental (CRA) do Brasil — Créditos Florestais Negociáveis

Detalhes

Promotor
Brazilian Forest Service (SFB) / Ministry of Environment and Climate Change (MMA)
Período
2012-2025
Palavras-chave
forest credit trading, Legal Reserve compensation, environmental regularisation, Forest Code, MRV

Descrição

O Código Florestal de 2012 criou a Cota de Reserva Ambiental (CRA) — um título negociável que representa um hectare de excedente de vegetação nativa (existente ou em restauração) numa propriedade rural. Proprietários com mais floresta do que a lei exige podem registar uma CRA e vendê-la a proprietários com défice de Reserva Legal no mesmo bioma, que podem usá-la para cumprir obrigações de conservação ou financiar pagamentos por serviços ambientais, em vez de restaurar a própria terra.

O instrumento existiu no papel durante mais de uma década antes de ser operacionalizado: em 30 de outubro de 2025, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) emitiram os primeiros títulos de CRA do país, provenientes de duas reservas florestais privadas em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. O registo é feito através do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), com monitorização pelos órgãos estaduais de meio ambiente através de imagens de satélite, alertas de mudança de cobertura da terra e um protocolo definido de medição, relato e verificação (MRV); a liquidação pode ocorrer através de bolsas de mercadorias ou plataformas reconhecidas pelo Banco Central do Brasil. Usando um preço de referência de R$500 por hectare por ano, o SFB estima que o mecanismo poderia eventualmente mobilizar cerca de R$12,75 mil milhões por ano face a um défice nacional declarado de Reserva Legal na casa das dezenas de milhões de hectares.

No lançamento, o esquema permanece quase totalmente por testar na prática: apenas dois títulos de CRA tinham sido emitidos até ao evento de lançamento de outubro de 2025, e não existem ainda dados de volume de transações, resultados de conservação verificados, ou preços de mercado além dos valores de referência usados para estimar a dimensão teórica do mercado. Os mercados brasileiros de créditos florestais também têm um histórico difícil — uma plataforma informal de negociação de CRA já existia desde 2012 com adesão muito limitada — pelo que concretizar este potencial dependerá de uma aplicação sustentada das obrigações de Reserva Legal e de uma participação de mercado que ainda não se materializou.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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