Em 21 e 22 de abril de 2026, o Ministério das Finanças, do Orçamento e da Economia Digital do Burundi, em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizou em Bujumbura um workshop nacional para validar a primeira Estratégia Nacional de Inteligência Artificial do país, para o período 2026–2030. A estratégia assenta em seis pilares: governação e liderança pública (incluindo uma proposta de comissão nacional de IA), infraestrutura digital e gestão de dados, IA na educação, desenvolvimento do ecossistema de inovação (com incubadoras previstas em três cidades), aplicações de IA de alto impacto na saúde, educação, agricultura e administração pública, e ética, inclusão e sustentabilidade.
Os participantes foram particularmente francos quanto aos obstáculos à implementação: a cobertura limitada de 4G e as baixas taxas de eletrificação rural foram apontadas como limitações determinantes para escalar qualquer aplicação de IA para além da fase piloto, a par de lacunas mais amplas em competências. As recomendações saídas do workshop incluem a criação de um fundo de garantia para ajudar a escalar soluções de IA, o reforço da rede elétrica rural e a consolidação da capacidade de investigação entre universidades e sociedade civil.
Por se tratar de um quadro político recém-validado, e não de um sistema já implementado, a estratégia ainda não apresenta resultados de execução. A sua ambição declarada é posicionar a IA como alavanca de transformação inclusiva até 2030, alinhada com os objetivos de desenvolvimento de longo prazo do Burundi, mas a comissão nacional de IA, o fundo de garantia e os demais mecanismos institucionais propostos ainda não existem.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.