Sandbox do Centro de IA da Letónia — Primeira coorte selecionada entre 10 candidaturas, financiada com €370 mil
Letónia
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Desde 2021, a autoridade norueguesa de proteção de dados conduziu cerca de 20 projetos de sandbox de IA com organismos públicos e privados — do modelo de previsão de baixas médicas da NAV ao teste do Microsoft 365 Copilot da NTNU — publicando relatórios finais e motivando uma avaliação externa de 2023 que encontrou ganhos reais de competência.
A Datatilsynet, a autoridade norueguesa de proteção de dados, junta organizações públicas e privadas ao regulador em diálogos com duração limitada de 3 a 6 meses, que testam se um sistema de IA planeado ou já em uso cumpre a legislação de proteção de dados antes de ser implementado em larga escala. Desde o seu lançamento em 2021, cerca de 20 projetos passaram pelo programa.
Entre os exemplos do setor público contam-se o projeto de 2022 da NAV sobre a previsão da duração de baixas por doença com recurso a aprendizagem automática; o trabalho de 2023 da Ruter sobre transparência na sua aplicação de transportes; o modelo de previsão de readmissões hospitalares de 2023 do Helse Bergen; a investigação de 2023 do Ahus e do Provedor para a Igualdade e Não Discriminação sobre enviesamentos num algoritmo de risco cardíaco; o relatório final de junho de 2024 da NTNU sobre a utilização do Microsoft 365 Copilot ao abrigo da legislação de proteção de dados; e o projeto de 2025 do Ahus sobre monitorização remota de doentes idosos.
Uma avaliação independente de 2023, realizada pela consultora Agenda Kaupang, com base em entrevistas e num inquérito aos participantes, considerou 'muito satisfatória' a organização da Datatilsynet no que respeita a admissões, projetos e comunicação, e tanto os participantes como os observadores reconheceram que o sandbox contribuiu para construir competências reais em IA e proteção de dados.
A mesma avaliação assinalou limitações honestas: o sandbox tem dificuldade em atrair participantes do meio académico e em chegar a organizações que não veem naturalmente um regulador de dados como um agente de IA, e as orientações produzidas têm caráter consultivo, não constituindo um refúgio jurídico seguro. O modelo tem, desde então, sido objeto de estudo académico (Cambridge Forum on AI: Law and Governance) e encontra eco no artigo 57.º do Regulamento (UE) relativo à IA (AI Act), que exige que cada Estado-Membro estabeleça um sandbox regulatório nacional de IA até agosto de 2026.
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