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A Ponte MCP da CGU para os Dados Abertos do Brasil — Testar se os LLMs Podem Ser Confiáveis com Dados Públicos

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A CGU do Brasil e a AGESIC do Uruguai testaram uma ponte de código aberto que permite aos cidadãos consultar dados públicos abertos em linguagem natural via LLMs — e descobriram que o verdadeiro risco não era a ligação técnica, mas o modelo inventar factos ausentes dos dados.

A Ponte MCP da CGU para os Dados Abertos do Brasil — Testar se os LLMs Podem Ser Confiáveis com Dados Públicos

Detalhes

Promotor
Controladoria-Geral da União (CGU) — Brazil's Office of the Comptroller General
Período
2026 (prototype phase)
Palavras-chave
open data, transparency, digital government, artificial intelligence, public data access

Descrição

A Controladoria-Geral da União (CGU), o órgão federal brasileiro responsável pela transparência e combate à corrupção, associou-se à Open Knowledge Foundation (OKFN) e à agência de governo eletrónico do Uruguai, a AGESIC, para testar se os modelos de linguagem (LLMs) podem responder com confiança a perguntas dos cidadãos sobre dados públicos oficiais.
Utilizando o Model Context Protocol (MCP), a equipa ligou um LLM diretamente ao CKAN, o software de código aberto que alimenta a maioria dos portais de dados abertos do mundo, incluindo o portal federal de transparência do Brasil. No Brasil, o piloto incidiu sobre um dos conjuntos de dados mais procurados do portal: as emendas parlamentares. Em paralelo, o Uruguai ligou a mesma arquitetura ao seu Balanço Energético Nacional, que cobre importações de energia, geração e capacidade instalada.
A ligação técnica funcionou; o problema mais difícil foi a confiança. Publicado em junho de 2026, o relatório do próprio projeto indica que a qualidade das respostas dependia menos da arquitetura técnica e mais da forma como os dados subjacentes estavam descritos — unidades, definições de campos, pressupostos válidos. Nos testes com o conjunto de dados uruguaio, o modelo chegou a inventar 'fatores climáticos' como parte da sua explicação, apesar de não existirem quaisquer dados climáticos na fonte — uma alucinação concreta e publicamente documentada, que a equipa usou para defender a revisão obrigatória, por especialistas de domínio, das descrições dos conjuntos de dados antes de qualquer utilização voltada para o cidadão.
À data da publicação, o trabalho permanece um protótipo com apenas dois conjuntos de dados; a próxima fase prevista é o teste com utilizadores reais, e não a implementação em produção. A equipa descreve o desenho paralelo Brasil/Uruguai como uma tentativa deliberada de criar um modelo replicável que qualquer governo com um portal de dados abertos baseado em CKAN possa adotar.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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