Controlo da Prosopis Juliflora através da Utilização Comunitária (Condado de Baringo, Quénia)
Quénia
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Desde cerca de 2015, a FES trabalha com mais de 12 mil mulheres de aldeias de Mandla, junto à Reserva de Tigres de Kanha, na remoção manual de Lantana camara — até 75 hectares recuperados numa aldeia — embora um estudo (2017-2022) tenha encontrado apenas 30% de redução na predação de colheitas, sem significância estatística.
A Lantana camara, introduzida na Índia como arbusto ornamental no século XIX, invadiu desde então grandes áreas de florestas do centro da Índia, incluindo a zona-tampão em torno da Reserva de Tigres de Kanha, no distrito de Mandla, Madhya Pradesh. As densas moitas de Lantana suprimem as gramíneas nativas e a vegetação de que os herbívoros dependem, reduzem o acesso das comunidades dependentes da floresta a pastagens e produtos florestais não-madeireiros, e estão associadas a um aumento do conflito entre humanos e vida selvagem, à medida que animais deslocados se aproximam das margens das terras agrícolas.
Desde cerca de 2012, e intensificando-se a partir de 2015, a Foundation for Ecological Security (FES) trabalha com conselhos de aldeia (panchayats) e com o Departamento Florestal de Madhya Pradesh para organizar a remoção manual, baseada em trabalho remunerado, da Lantana em aldeias como Indravan, Chichari, Orai, Muala Saini e Barkheda, em torno de Mandla, pagando salários diários que subiram de cerca de 174 para 243 rupias. Mais de 12 mil mulheres participaram desde 2018, com resultados documentados ao nível da aldeia, incluindo cerca de 75 hectares recuperados como floresta de Palash em Barkheda e 14,6 hectares recuperados em Chichari; o trabalho exige três anos consecutivos de limpeza de seguimento por local para evitar o recrescimento.
Um estudo dedicado (2017-2022) sobre atividade da fauna selvagem e interações entre humanos e vida selvagem na zona-tampão de Kanha constatou que os locais tratados perto de terras agrícolas registaram redução da atividade da fauna (associada à perda de cobertura da Lantana) e uma redução de 30% na predação de colheitas — mas reportou esta diferença como não estatisticamente significativa, e 76% dos agricultores inquiridos ainda citaram a redução de danos às colheitas entre os principais benefícios percebidos do programa. A evidência é, assim, apresentada com honestidade como direcionalmente positiva e validada pela comunidade, mas ainda não como um resultado ecológico ou de redução de conflito rigorosamente comprovado à escala de toda a reserva.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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