O fosso digital de género na Bolívia deixa as mulheres rurais e de baixos rendimentos desproporcionalmente excluídas de ferramentas online para negócios, segurança e informação. Desde 2018, a operadora de telecomunicações Tigo Bolívia e a ONG de microfinanças Crecer IFD gerem o Conectadas, um programa que acrescenta formação em competências digitais à rede comunitária de pontos de atendimento financeiro já existente da Crecer IFD, em vez de construir nova infraestrutura de raiz.
Os assessores da Crecer IFD são formados como multiplicadores — 464 foram formados só em 2024, em parentalidade digital, cibersegurança e mercados digitais — e depois replicam essa formação junto das suas próprias clientes de microfinanças em mais de 80 Pontos de Atenção Financeira (PAF) em todo o país, com foco particular em comunidades rurais e vulneráveis. As participantes têm também acesso gratuito à 'Educación Contigo', uma plataforma online assíncrona com 30 cursos ao seu próprio ritmo sobre competências digitais e transversais, e recebem formação prática em pagamentos por código QR, literacia financeira, parentalidade digital e uso das redes sociais para pequenos negócios.
A parceria, renovada em março de 2025, reporta ter formado mais de 580.000 mulheres desde 2018, descrito por órgãos de comunicação participantes como o maior alcance deste modelo na América Latina.
Estes números são contagens de participação autodeclaradas, divulgadas pelos dois parceiros através de comunicados de imprensa e anúncios de renovação; não foi encontrada nenhuma avaliação publicada de forma independente sobre ganhos de competências digitais, efeitos no rendimento ou outros resultados comportamentais, pelo que o número reflete alcance e não impacto demonstrado.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.