A partir de 2018, a equipa de Educação Conectada do ACNUR associou-se à organização sem fins lucrativos Learning Equality, com financiamento da Google.org, para levar à Jordânia a plataforma de ensino digital Kolibri, concebida para funcionar offline, num país onde grande parte da população refugiada não tem acesso fiável à internet.
A parceria construiu uma rede de 10 Centros de Aprendizagem Conectada em Amã, nas governorações do norte e do sul da Jordânia, e nos campos de refugiados de Zaatari e Azraq. Três dos dez centros situam-se dentro dos próprios campos — dois no Setor 2 e no Setor 6 de Zaatari, e um na Aldeia 2 de Azraq — e são implementados no terreno pela Save the Children, enquanto a JOHUD, a CARE e a Blumont/IRD gerem os centros comunitários no resto do país.
O Kolibri permite a jovens dos 13 aos 17 anos, tanto refugiados como das comunidades de acolhimento jordanas, aceder a conteúdos de matemática, árabe, inglês, ciências e conhecimentos gerais, realizar exercícios de compreensão e ter o seu progresso acompanhado, tudo sem uma ligação ativa à internet — os conteúdos são carregados localmente e sincronizados quando há conectividade.
Quando a COVID-19 obrigou ao encerramento dos centros físicos, a parceria adaptou-se ao colocar os servidores offline online, financiar pacotes de dados móveis para os alunos e produzir guias pedagógicos e técnicos em árabe para que as famílias pudessem continuar a usar o Kolibri em casa — uma adaptação documentada num estudo de caso conjunto da Learning Equality e da OCDE, que abrange a Jordânia a par de implementações semelhantes no Uganda, no Quénia e na Tanzânia.
O alcance do programa é real, mas modesto à escala nacional: os dez centros servem, em conjunto, uma pequena fração dos mais de 650.000 refugiados sírios registados na Jordânia, e nem o ACNUR nem a Learning Equality publicaram uma avaliação independente e rigorosa dos resultados de aprendizagem — as evidências disponíveis (HundrED, OECD Education Today, o próprio blogue da Learning Equality) são descritivas, documentando a implementação e a adaptação, e não ganhos de aprendizagem medidos.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.