GPTZero — Deteção de Texto Gerado por IA e os Seus Riscos para a Integridade Académica
Estados Unidos da América
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A Copyleaks, sediada em Telavive, oferece um detetor de texto gerado por IA e plágio usado por muitas escolas e universidades. Estudos independentes dão retratos de precisão contraditórios — quase perfeito numa comparação de 2024, inconsistente noutras — um caso de evidência genuinamente misto.
A Copyleaks Ltd, fundada em 2012 em Telavive por Alon Yamin e Yehonatan Bitton, fornece um serviço de deteção de conteúdo gerado por IA e de verificação de plágio que se integra com sistemas de gestão de aprendizagem como o Canvas, o Moodle e o Blackboard, comercializado para rastreio de integridade académica no ensino básico, secundário e superior em todo o mundo.
Os testes académicos independentes ao Copyleaks apresentam um quadro genuinamente misto. Um estudo comparativo de abril de 2024 no Journal of Applied Learning and Teaching testou 30 detetores de texto de IA face a ensaios de estudantes universitários de inglês L1 e L2, e verificou que o Copyleaks foi uma de apenas duas ferramentas (juntamente com o Undetectable AI) a registar uma taxa de falsos positivos de 0% nos conjuntos de ensaios testados. Contudo, uma revisão sistemática revista por pares em 2025 na revista Information (MDPI) concluiu que as ferramentas de deteção de IA em geral, incluindo o Copyleaks, produzem resultados inconsistentes entre estudos e tipos de conteúdo, e testes comparativos independentes separados relataram valores de precisão que variam entre cerca de 50% e mais de 99%, dependendo da amostra e da metodologia utilizadas. Mais de 50 universidades, incluindo Vanderbilt e Johns Hopkins, desativaram funcionalidades semelhantes de deteção de IA em todo o campus devido a preocupações com falsos positivos e enviesamento.
Uma vez que a precisão dos detetores depende fortemente da amostra e as alegações de precisão publicadas pelo fornecedor excedem o que os testes independentes conseguem reproduzir de forma consistente, recomenda-se às instituições que tratem os resultados do Copyleaks como ponto de partida para discussão, e não como prova de má conduta. Esta prática é incluída como um caso misto e honestamente fundamentado, e não como um endosso incondicional.
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