Divvun e Giellatekno — Infraestrutura de Tecnologia Linguística Sámi
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Um cabo submarino de 4700 km e uma rede doméstica de 730 km, financiados em conjunto, deram às Ilhas Salomão a sua primeira ligação de Internet de alta capacidade, até 20 Tbps, chegando a Honiara e a três centros provinciais — embora a banda larga fixa continue a servir sobretudo utilizadores governamentais, empresariais e educativos.
Antes de 2020, as Ilhas Salomão dependiam de ligações por satélite limitadas e caras (e, mais tarde, do satélite Kacific-1, lançado no final de 2019) para a conectividade internacional à Internet, com a banda larga fixa largamente restringida a instituições governamentais, empresariais e educativas.
O Coral Sea Cable System, um cabo submarino de fibra ótica de 4700 km, foi construído ao longo de um período de 18 meses e concluído em dezembro de 2019. A Austrália forneceu a maior parte do financiamento, com a Papua-Nova Guiné e as Ilhas Salomão a contribuir em conjunto com até um terço dos custos do projeto. O sistema pode fornecer até 20 terabits por segundo de capacidade a cada um dos países, Papua-Nova Guiné e Ilhas Salomão (até 40 Tbps combinados). Foi complementado pela Solomon Islands Domestic Network (SIDN), um cabo separado de 730 km que estende a ligação de Honiara aos centros provinciais de Auki, Noro e Taro.
Desde a chegada do cabo, o satélite Kacific-1, que antes transportava a maior parte do tráfego internacional das Ilhas Salomão, passou a ser sobretudo uma ligação de reserva, enquanto três operadores móveis/ISP — Solomon Telekom, Bmobile e SATSOL — competem no país, e um acordo adicional de 37,6 milhões de dólares das Ilhas Salomão (SBD), financiado pela Austrália, permitiu construir mais torres móveis para alargar a cobertura. O serviço LTE, lançado em Honiara no final de 2017, está a expandir-se, embora o 3G continue a ser a principal plataforma de dados móveis e o GSM ainda sirva muitas zonas periféricas.
Mesmo com este grande salto na capacidade internacional, os relatórios de mercado indicam que o acesso à banda larga fixa continua largamente limitado a utilizadores governamentais, empresariais e educativos, e não à maioria dos agregados familiares — um lembrete de que a capacidade de um cabo submarino, por si só, não se traduz automaticamente em acesso universal e acessível para as famílias, sem investimento complementar no mercado retalhista e na última milha.
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