A 2 de junho de 2026, a UNESCO lançou o Relatório de Avaliação da Prontidão para a Inteligência Artificial da Flandres no evento AI Inspiratie Dag da Digitaal Vlaanderen. Desenvolvido com o Centro de Competência em IA da Digitaal Vlaanderen no âmbito do projeto 'AI-Ready Flemish Public Administration', financiado pela UE, é a primeira aplicação da Metodologia de Avaliação da Prontidão (RAM) da UNESCO abaixo do nível nacional e um dos primeiros pilotos da RAM 2.0, adaptada à governação multinível (regional, federal, europeia).
A avaliação mapeia o panorama de políticas e governação da IA em seis dimensões da RAM (governação ética, jurídica, sociocultural, científica, económica e técnica), com entrevistas a peritos e consulta às partes interessadas. A UNESCO refere que a RAM já foi realizada em mais de 75 países.
Principais conclusões: forte infraestrutura de investigação e inovação; uma estrutura federal belga complexa que dificulta a coordenação; políticas de dados e de IA insuficientemente alinhadas; lacunas de literacia em IA entre cidadãos, trabalhadores e empresas; pouca integração da sustentabilidade na política de IA; preocupação pública com desinformação e privacidade. Em 2025, 59% das empresas flamengas usavam pelo menos uma tecnologia de IA (23% em 2021).
Recomendações: supervisão independente mais forte, melhor coordenação das políticas de dados e IA, literacia e requalificação inclusivas, integração estruturada da sustentabilidade e proteção da diversidade cultural e linguística.
Ressalva: trata-se de um diagnóstico, não de uma intervenção. Ainda não existe avaliação de resultados e as fontes indicam valores de investimento diferentes, pelo que nenhum é usado aqui. O seu valor está em ser um modelo transferível para regiões que partilham competências com um Estado federal.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.