Bjarkarhlíð — o centro multi-agência de balcão único de Reiquiavique para vítimas de violência
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Desde 2014, a Gewaltschutzambulanz da Charité oferece às vítimas documentação forense gratuita e válida em tribunal, sem exigir queixa policial prévia; cerca de 13 mil pessoas já recorreram à clínica de Berlim, cujo modelo foi replicado em Bremen e noutras cidades alemãs.
A Gewaltschutzambulanz (Clínica Ambulatória de Proteção contra a Violência) abriu na Charité – Universitätsmedizin Berlin a 17 de fevereiro de 2014, oferecendo exame médico-legal gratuito e documentação juridicamente válida e admissível em tribunal (relatório escrito e fotografias) de lesões resultantes de violência doméstica, violência sexual, violência interpessoal e no local de trabalho, e maus-tratos infantis. Fundamentalmente, as vítimas podem aceder a esta documentação sem apresentarem primeiro uma queixa à polícia, preservando provas para eventuais processos criminais, civis ou de família futuros, mesmo que ainda não estejam prontas para apresentar queixa.
No primeiro ano de funcionamento, 382 pessoas contactaram a clínica; 196 apresentavam lesões visíveis e 175 (109 adultos, 66 crianças) receberam documentação forense completa, das quais 74 casos de adultos envolviam violência doméstica. Ao longo da primeira década, cerca de 13 mil pessoas afetadas por violência recorreram ao serviço — prova de uma procura substancial e sustentada por documentação forense independente da polícia numa só cidade.
Os dados da clínica alimentaram também investigação académica independente e revista por pares: um estudo publicado na revista Forensic Science, Medicine and Pathology utilizou registos de casos da Gewaltschutzambulanz para analisar homens vítimas de violência entre parceiros íntimos, uma população pouco estudada, demonstrando que a clínica funciona como uma verdadeira base de evidência clínico-forense, para além da simples prestação de serviços.
O modelo de Berlim foi explicitamente replicado noutros pontos da Alemanha: Bremen construiu a sua própria Gewaltschutzambulanz diretamente inspirada na da Charité, e clínicas comparáveis abriram entretanto em cidades como Munique, Hamburgo, Hanôver e Düsseldorf, com o governo do estado de Baden-Württemberg a financiar mais unidades em Ulm, Friburgo e Estugarda após uma clínica inicial em Heidelberga — embora a cobertura nacional continue desigual (a Baviera, por exemplo, tem apenas a única unidade de Munique para todo o estado).
Limitações: não foi publicado nenhum estudo que meça o efeito da clínica nas taxas de acusação ou condenação, na segurança das vítimas ou na revitimização, nem foi encontrada qualquer análise de custo-eficiência; a investigação revista por pares encontrada refere-se a uma subpopulação específica (vítimas do sexo masculino), não ao serviço como um todo.
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