A Dhiraagu, a maior operadora de telecomunicações das Maldivas, e a ONG Women in Tech Maldives realizam o programa "Girls to Code" desde 2019, com edições que alternam entre os atóis (Fuvahmulah, Kulhudhuffushi, Thinadhoo, Laamu Atoll, Dhidhdhoo) e a capital. A edição de 2025 em Malé foi inaugurada a 15 de julho para mulheres entre os 16 e os 30 anos e formou 17 participantes, elevando o total acumulado de formadas desde 2019 para 108; uma iniciativa autónoma relacionada, "Girls in Data", realizou um curso de análise de dados com 14 sessões ao longo de 1,5 meses para 25 raparigas entre os 10 e os 13 anos, em 2022.
O programa insere-se num impulso nacional mais amplo: por ocasião do Dia Internacional das Raparigas nas TIC de 2026 (tema "IA para o Desenvolvimento: Raparigas a Moldar o Futuro Digital"), o Presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, associou publicamente a participação das raparigas na programação e nas competências digitais à agenda governamental de transformação digital "Maldives 2.0", que identifica a IA, a robótica e a programação informática como áreas prioritárias para reduzir o preconceito de género nas tecnologias emergentes.
A evidência limita-se a contagens de participação: as coortes são pequenas (17-25 por edição), todos os números remontam a comunicados de imprensa do patrocinador corporativo (republicados de forma independente por vários órgãos de comunicação maldivos, mas não auditados de forma independente), e o currículo é de programação/resolução de problemas em geral, e não específico de IA, pelo que qualquer benefício em literacia de IA é indireto.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.