Projeto de Carbono Agrícola do Quénia — Créditos de Carbono do Solo Verificados para Pequenos Agricultores
Quénia
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O projeto GRASS, da TASC e da Meat Naturally Africa, emitiu 266.255 unidades de carbono certificadas Verra VM0042/CCB por pastoreio regenerativo em mais de 95.000 ha de pastagens comunais no Cabo Oriental e KwaZulu-Natal, pagando os primeiros R2,7 milhões a 15 comunidades em 2026.
As pastagens comunais em torno de Matatiele, na Cabo Oriental da África do Sul, e na vizinha KwaZulu-Natal, foram degradadas por décadas de pastoreio sem gestão. A TASC (uma promotora de projetos de carbono) associou-se à empresa social Meat Naturally Africa para as restaurar através do projeto GRASS, combinando gestão regenerativa do pastoreio com melhor acesso ao mercado de gado.
Registar o primeiro projeto de carbono em pastagens a nível mundial ao abrigo da metodologia VM0042 da Verra para gestão melhorada de terras agrícolas, gerar receita de carbono verificada para os agricultores comunais e associá-la a um melhor acesso ao mercado de gado através de leilões móveis e matadouros.
A gestão regenerativa do pastoreio foi implementada em mais de 95.000 hectares de pastagens comunais na fase inicial, abrangendo cerca de 180 comunidades e quase 10.000 agricultores, com um modelo de partilha de receitas que atribui às comunidades mais de 50% da receita líquida de carbono na primeira década, subindo para 80% até ao ano 20. A Meat Naturally descreve também uma 'gestão contextual do fogo' numa paisagem comunal mais ampla, de cerca de 400.000 hectares.
O primeiro período de monitorização (2021-2023) gerou 266.255 unidades de carbono verificadas de forma independente, os primeiros créditos de carbono em pastagens a nível mundial a receber o selo CCB da Verra. Em agosto de 2026, a TASC e a Meat Naturally distribuíram a primeira tranche real de receitas: 2,7 milhões de rand a 15 comunidades participantes. Os agricultores reportaram ainda 56,4 milhões de rand em rendimento adicional resultante do melhor acesso ao mercado de gado.
A ambição da TASC de escalar para 2 milhões de hectares até 2030 (~14 milhões de toneladas de CO2e ao longo de 30 anos) é explicitamente indicada na fonte como 'uma meta, ainda não um resultado verificado'. Não foram publicados números quantificados de forma independente sobre a redução do risco de incêndio, nem métricas de campo autónomas sobre biodiversidade ou solo, que sustentem os cobenefícios implícitos no selo CCB.
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