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Boa prática Importada

A Lei da Paridade da Guiné de 2019 para Listas Eleitorais

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Evidência: Observacional / pré-pós Top 85% 26/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

A Lei da Paridade da Guiné (2019) exigia 50% de mulheres nas listas eleitorais, substituindo uma quota de 30% nunca cumprida. Aprovada por unanimidade após as mulheres obterem só 21,9% dos lugares em 2013, a lei nunca foi aplicada — um caso sobre lei vs. prática.

21.9 %
Lugares das mulheres na Assembleia Nacional da Guiné (eleições de 2013) (2013)
14.9 %
Parlamentares mulheres na Guiné antes do golpe de 2021 (pre-2021)
10 (6 of 29) %
Ministras no atual governo da Guiné (current)
30.86 %
Mulheres no Conselho Nacional de Transição pós-golpe da Guiné (post-coup)
A Lei da Paridade da Guiné de 2019 para Listas Eleitorais

Detalhes

Promotor
National Assembly of Guinea / UN Women Guinea
Período
2019–present
Palavras-chave
politics, elections, legislation, gender parity, governance

Contexto

Nas eleições legislativas de 2013 na Guiné, as mulheres conquistaram apenas 25 dos 114 lugares na Assembleia Nacional (21,9%), apesar de uma quota nominal de 30% que nunca tinha sido cumprida na prática, e apesar de as mulheres representarem 51,7% da população e 50,8% dos eleitores registados.

Objetivos

A Lei da Paridade de 2019 visava substituir a quota de 30%, nunca cumprida, por um requisito mais rigoroso de 50% de candidatas, em alternância, em todas as listas eleitorais, tornando inadmissíveis as listas que não cumprissem esta exigência.

Atividades

A Assembleia Nacional da Guiné aprovou por unanimidade a Lei da Paridade em 2 de maio de 2019, com a ONU Mulheres e o PNUD a apoiarem a sua elaboração e a defesa da causa, com financiamento do Governo do Canadá.

Resultados

Segundo o Institute for Security Studies (ISS Africa), a lei da paridade nunca chegou a ser aplicada. A representação feminina a nível ministerial caiu para 10% (6 em 29) sob o governo atual, face aos 14,9% de parlamentares antes do golpe de 2021 na Guiné, embora as mulheres tenham ocupado 30,86% dos lugares no Conselho Nacional de Transição pós-golpe.

Conclusões

Este caso ilustra que uma lei de paridade bem concebida e aprovada por unanimidade não garante, por si só, a representação: a sua aplicação foi bloqueada por conflitos com a quota pré-existente, falta de vontade política, fraca capacidade de fiscalização, normas patriarcais enraizadas e uma taxa de literacia feminina estimada em 22%.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €) — National legislative reform supported by UN Women/UNDP drafting and advocacy assistance, funded by the Government of Canada; no large-scale infrastructure spend documented.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — Passed unanimously on 2 May 2019; as of the latest reporting under the current government, the law remains unenacted with no set implementation timeline.
Equipa e competências
National Assembly of Guinea, UN Women, UNDP, Government of Canada (funder)

Condições de sucesso

  • Enforcement mechanisms and penalties for non-compliant lists
  • Alignment between the new parity law and the pre-existing 30% quota
  • Sustained political will
  • Improved female literacy (reported at 22%)

Modos de falha comuns

  • Law never enacted despite unanimous passage
  • Friction with the pre-existing, separately-unmet 30% quota
  • Weak enforcement capacity
  • Entrenched patriarchal norms

Onde se enquadra

Tipo de governação
national legislature
Escala
national

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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