A Quota Constitucional do Iraque para Mulheres no Conselho de Representantes
Iraque
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A Lei da Paridade da Guiné (2019) exigia 50% de mulheres nas listas eleitorais, substituindo uma quota de 30% nunca cumprida. Aprovada por unanimidade após as mulheres obterem só 21,9% dos lugares em 2013, a lei nunca foi aplicada — um caso sobre lei vs. prática.
Nas eleições legislativas de 2013 na Guiné, as mulheres conquistaram apenas 25 dos 114 lugares na Assembleia Nacional (21,9%), apesar de uma quota nominal de 30% que nunca tinha sido cumprida na prática, e apesar de as mulheres representarem 51,7% da população e 50,8% dos eleitores registados.
A Lei da Paridade de 2019 visava substituir a quota de 30%, nunca cumprida, por um requisito mais rigoroso de 50% de candidatas, em alternância, em todas as listas eleitorais, tornando inadmissíveis as listas que não cumprissem esta exigência.
A Assembleia Nacional da Guiné aprovou por unanimidade a Lei da Paridade em 2 de maio de 2019, com a ONU Mulheres e o PNUD a apoiarem a sua elaboração e a defesa da causa, com financiamento do Governo do Canadá.
Segundo o Institute for Security Studies (ISS Africa), a lei da paridade nunca chegou a ser aplicada. A representação feminina a nível ministerial caiu para 10% (6 em 29) sob o governo atual, face aos 14,9% de parlamentares antes do golpe de 2021 na Guiné, embora as mulheres tenham ocupado 30,86% dos lugares no Conselho Nacional de Transição pós-golpe.
Este caso ilustra que uma lei de paridade bem concebida e aprovada por unanimidade não garante, por si só, a representação: a sua aplicação foi bloqueada por conflitos com a quota pré-existente, falta de vontade política, fraca capacidade de fiscalização, normas patriarcais enraizadas e uma taxa de literacia feminina estimada em 22%.
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