O programa indonésio Anggaran Responsif Gender (ARG) exige que os ministérios produzam Declarações de Orçamento de Género (Perencanaan dan Penganggaran Responsif Gender, PPRG), marcando rubricas orçamentais que respondem a desigualdades de género. As suas origens remontam à Instrução Presidencial n.º 9/2000 sobre a integração da perspetiva de género, institucionalizada através do Decreto do Bappenas Kep.30/M.PPN/HK/03/2009 e do Regulamento do Ministério das Finanças n.º 119/PMK.02/2009, coordenados conjuntamente pelo Ministério das Finanças, o Bappenas, o Ministério do Interior e o Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção da Criança. Desde 2024-25, a mesma lógica de marcação começou a ser alargada aos governos regionais através do sistema digital de planeamento SIPD.
A avaliação PEFA de 2020 do Banco Mundial sobre a gestão das finanças públicas sensível ao género na Indonésia documenta a escala e a volatilidade do programa, utilizando dados do Ministério das Finanças: as dotações marcadas por género foram de 230,47 mil milhões de rupias indonésias (2015), tendo caído para 120,48 mil milhões de rupias em apenas 9 ministérios em 2016; em 2018, 23 dos 87 ministérios setoriais tinham Declarações de Orçamento de Género, cobrindo 18,16 biliões de rupias (4,18%) do seu orçamento combinado de 434,4 biliões de rupias, subindo para uma quota de 14,28% em 26 ministérios em 2019.
O Banco Mundial associa diretamente a queda de financiamento de 2015-2016 à eliminação do mecanismo de bloqueio orçamental 'Bintang', após uma decisão do Tribunal Constitucional em 2013 — prova de que a marcação de género depende de uma aplicação ativa, e não apenas da regra formal. A mesma avaliação classifica em apenas 3,7-3,8% a proporção de programas orçamentais com dados de desempenho desagregados por sexo, muito abaixo do seu próprio limiar de adequação de 25% (nota D), e alerta que grandes 'produtos volumosos' — como um subsídio nacional de seguro de saúde para 96,8 milhões de pessoas — são contabilizados como totalmente relacionados com o género sem qualquer método de ponderação, o que 'será enganador'.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.