TECNALIA — A Fusão de Oito Centros de Investigação Bascos numa Potência Tecnológica de 137 M€
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Os cerca de 180-260 centros Kohsetsushi do Japão, financiados pelas prefeituras, testam e formam pequenos fabricantes desde 1902 — mas uma reforma de 2003 reduziu ~14% as receitas de licenciamento de patentes, deslocando esforço da difusão para a investigação.
Os Kohsetsushi (centros públicos locais de tecnologia) são institutos de extensão tecnológica criados e financiados pelas prefeituras e municípios do Japão, com os primeiros centros a remontar a 1902 e a rede a expandir-se fortemente a partir da década de 1950. Difundem conhecimento técnico junto de pequenos fabricantes — legalmente definidos como empresas com menos de 300 trabalhadores — através de ensaios de equipamento, consultoria técnica, investigação conjunta, seminários de formação de engenheiros e licenciamento de patentes; o pessoal dedica normalmente até metade do seu tempo de trabalho a investigação aplicada realizada diretamente junto dos próprios trabalhadores das empresas locais.
O relatório de benchmarking de 2011 da International Technology and Innovation Foundation (ITIF) contabilizou 262 gabinetes relacionados com Kohsetsushi, incluindo 182 centros Kohsetsushi centrais, com mais de 6000 funcionários, financiados pelas prefeituras e não pelo governo central — uma estrutura que, segundo a ITIF, incentiva as prefeituras a competir pelo reforço da capacidade técnica local em vez de incentivos fiscais para atrair a relocalização de empresas. O mesmo relatório assinalou que, como percentagem do PIB, a despesa do Japão neste tipo de apoio de extensão tecnológica às PME industriais é cerca de trinta vezes superior à dos Estados Unidos.
Um estudo de 2022 revisto por pares, de Nobuya Fukugawa (Universidade de Tohoku), publicado na revista Heliyon, utilizou dados em painel com 2821 observações de centro-ano (2000–2009 e 2012–2020) em 19 centros que se converteram em corporações administrativas independentes ao abrigo de uma reforma legal de 2003 e 266 que continuaram sob gestão direta do governo. Recorrendo a um modelo de regressão de mudança endógena («switching regression»), Fukugawa constatou que a incorporação esteve associada a uma queda de cerca de 13,9% na receita média de licenciamento de patentes (estatisticamente significativa a 1%) em relação ao contrafactual — evidência de que a reforma de governação levou os centros incorporados a redirecionar esforço da difusão tecnológica e do licenciamento para a sua própria investigação e patenteamento, com algum custo para os serviços de extensão de que as PME dependem.
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