Após a independência do Quirguistão em 1991, as pastagens coletivas da era soviética foram privatizadas e arrendadas de forma fragmentada, o que incentivou o sobrepastoreio perto das aldeias enquanto pastagens remotas ficavam por usar; até aos anos 2000, até 75% das pastagens e florestas de alguns distritos estavam degradadas. A Lei de Pastagens de 2009 devolveu todas as pastagens à propriedade estatal e transferiu a sua gestão para as comunidades locais.
A lei estabeleceu um Comité de Pastagens (Jayit) em cada região e permitiu que as aldeias formassem Uniões de Utilizadores de Pastagens (PUU). A federação nacional de PUU, Kyrgyz Jayity, representa atualmente 454 PUU (com 14 funcionários e 158 voluntários), com supervisão formal de gestão de cerca de 9 milhões de hectares de pastagens, segundo o registo de iniciativas da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, que indica uma meta de restauro de 52.640 hectares para 2030. As comunidades utilizam a receita das taxas de uso de pastagens, pagas nas contas das PUU, para financiar infraestruturas de pastoreio rotativo, demarcação de limites e melhoria das pastagens.
Um estudo revisto por pares, de 2015, publicado na revista Pastoralism ('Promises and realities of community-based pasture management approaches: Observations from Kyrgyzstan'), constatou um verdadeiro fosso entre o desenho da lei e a prática: os comités de pastagens estudados conseguiram cobrar menos de metade das taxas devidas em 2012, enfraquecendo o mecanismo de reinvestimento de que todo o modelo depende.
A nível distrital, um projeto paralelo financiado pela GIZ (4,9 milhões de euros, 2018-2023, implementado com a Unique Land Use GmbH e a Fundação CAMP Alatoo) testou uma abordagem refinada de cogestão de pastagens e florestas de nogueira, com uma aplicação de monitorização de pastagens, nos distritos de Bazar-Korgon e Aksy, na região de Jalal-Abad — mostrando que o quadro nacional continua a ser adaptado localmente, embora os dados quantificados de resultados desse projeto-piloto ainda não sejam públicos.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.