Os Parques Biblioteca de Medellín combinam uma biblioteca, programação cultural e espaço público verde em bairros periféricos historicamente negligenciados. Cinco foram construídos em 2005-2008 (España, La Quintana, León de Greiff, San Javier, Belén) e cinco em 2009-2011 (Doce de Octubre, Las Estancias, Guayabal, San Cristóbal, San Antonio de Prado).
Evidência: Holmes e Gutiérrez de Piñeres (Stability, 2014) estudaram a Biblioteca España (inaugurada em 2007, Santo Domingo Savio) e registaram mais de 1200 visitantes por dia em 2012. Nos inquéritos, 79,13% dos residentes das comunas Popular e Santa Cruz estavam «muito satisfeitos» com Medellín em 2008, contra 69,66% na cidade, e a perceção de segurança manteve-se acima da média da cidade na maioria dos anos. Trata-se de uma comparação descritiva, não de uma avaliação controlada, e os parques inserem-se num pacote mais vasto de investimentos, pelo que os efeitos não lhes podem ser atribuídos isoladamente.
Cautela: Capillé (Bitácora Urbano Territorial, 2018) defende que os edifícios funcionam em parte como espetáculo arquitetónico, que o planeamento participativo deixou pouco para os residentes mudarem e que a relação entre uso público e mudança social duradoura é mal compreendida; refere que adaptações noutros locais (como o Rio de Janeiro) tiveram benefícios pouco claros e que várias instalações fecharam.
Lição transferível: associar edifícios emblemáticos a programação continuada e influência dos residentes, e avaliar com áreas de comparação.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.