O Soundscape nasceu de um projeto de 2014 da Microsoft Research, liderado por Amos Miller, um estrategista da Microsoft que está perdendo a visão devido a uma condição genética. Desenvolvido com a Guide Dogs UK (que forneceu expertise em mobilidade) e testado com a LightHouse for the Blind, em São Francisco, o aplicativo gratuito para iOS foi lançado nos Estados Unidos e no Reino Unido e usava 'faróis' sonoros espaciais em 3D para anunciar ruas, pontos de referência e locais de interesse à medida que pessoas cegas e com baixa visão se aproximavam deles, projetado para complementar — não substituir — uma bengala ou cão-guia.
Em 3 de janeiro de 2023, a Microsoft anunciou que descontinuaria o Soundscape, removendo-o da App Store no mesmo dia e encerrando as instalações existentes até meados de 2023, afirmando que 'à medida que seu portfólio de pesquisa evolui, é natural encerrar ou transicionar alguns projetos'. Organizações de pessoas com deficiência, incluindo a NCBI da Irlanda e a Guide Dogs do Reino Unido, protestaram publicamente, argumentando que a ferramenta dava aos usuários confiança para navegar de forma independente e que encerrá-la contrariava a própria missão de acessibilidade da Microsoft; usuários individuais relataram perder rotas que haviam levado horas para aprender com um instrutor de orientação.
Em resposta a essa reação, a Microsoft publicou todo o código-fonte do Soundscape como software de código aberto no GitHub no mesmo dia em que retirou o aplicativo, para que a tecnologia pudesse ser mantida por terceiros. Nenhum desenvolvedor lançou desde então um sucessor mantido em escala comparável, o que torna este um caso de cautela: uma ferramenta de acessibilidade bem avaliada que uma grande empresa ainda assim descontinuou por razões internas de portfólio, com a abertura do código como uma mitigação parcial e não comprovada.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.