BIP do SWD e SPeaR — Serviços de aconselhamento para agressores domésticos de Hong Kong, avaliados em projeto-piloto
Hong Kong
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Os grupos CHOICES da MOVE Ireland receberam 279 encaminhamentos em 2022 em 11 condados, mas apenas 51 homens concluíram o programa de 23 semanas; inquéritos a parceiras mostraram que só 50% relataram que a violência tinha cessado, e o próprio relatório da MOVE diz que ainda não existe uma avaliação formal de resultados.
O CHOICES é o modelo nacional da Irlanda para o trabalho de mudança de comportamento de agressores de violência doméstica, disponibilizado desde setembro de 2017 pela MOVE Ireland (Men Overcoming Violence, fundada em 1996) e organizações parceiras, incluindo a Men's Development Network e a NEDVIP. É um programa de grupo rotativo de 23 semanas e seis módulos, realizado em 11 grupos em condados como Dublin, Meath, Louth, Sligo, Athlone, Galway, Limerick, Kerry e Cork, financiado pelo Ministério da Justiça irlandês e pela Pobal.
O relatório anual de 2022 da MOVE Ireland regista 279 encaminhamentos nesse ano (mais 56% do que os 179 de 2021): 156 auto-encaminhamentos e 123 encaminhamentos institucionais, sobretudo do Serviço de Probation (76) e do serviço de proteção de crianças Tusla (33). Dos 263 homens avaliados, 219 (83%) foram considerados aptos; dos 174 avaliados em profundidade, 126 foram aceites para trabalho em grupo. Dos 220 encerramentos de casos nesse ano, apenas 51 homens concluíram efetivamente o programa completo — a maioria dos outros casos terminou por não comparência, negação/minimização, dependências ou barreiras de transporte. O Serviço de Contacto com Parceiras do programa chegou a 89 mulheres em 2022: 84% disseram sentir-se mais seguras enquanto o programa decorria, 95% sentiram-se apoiadas, mas apenas 50% relataram que a violência do parceiro tinha efetivamente cessado. 555 crianças tiveram um pai envolvido no programa nesse ano; o serviço funcionou com um financiamento de 736.570 € e 27 facilitadores em todo o país.
O próprio relatório da MOVE Ireland afirma, nas suas palavras, que 'há uma escassez de investigação nesta área no contexto irlandês' e que espera participar futuramente numa avaliação formal — não existem dados de reincidência. Uma análise académica independente com revisão por pares (Crowley, International Journal of Law, Policy and the Family) caracteriza, separadamente, todo o setor irlandês de programas para agressores como pouco desenvolvido face aos padrões internacionais. Esta entrada deve ser lida como prova de um serviço nacional real, financiado e em crescimento, que chega a centenas de famílias por ano, e não como prova de que impede de forma fiável a violência: os números de encaminhamentos, avaliação, conclusão e inquéritos a parceiras são dados concretos, mas as afirmações causais sobre resultados são explicitamente não verificadas pela própria organização.
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