Em 25 de maio de 2026, no workshop 'IA para o Bem' da UIT realizado durante a GITEX Kenya, o Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) de Moçambique, presidido pelo Prof. Doutor Lourino Chemane, apresentou uma minuta de Estratégia Nacional de Inteligência Artificial voltada para educação, saúde, agricultura, energia, finanças, alterações climáticas e serviços públicos digitais. O governo abriu a minuta a comentários públicos entre 4 de maio e 4 de junho de 2026, com a componente técnica prevista para conclusão em junho, antes do envio ao Conselho de Ministros, visando aprovação final até ao final de 2026, após consultas provinciais.
A estratégia assenta numa base legal e institucional já existente, em vez de partir do zero: Moçambique já promulgou uma Lei de Ciberseguraça e uma Lei sobre Cibercrimes, emitiu regulamentos para centros de dados e plataformas de computação em nuvem, e criou uma Comissão Nacional para a Inteligência Artificial. A minuta propõe o uso de sandboxes regulatórios de IA para testar abordagens de política antes da implementação setorial, e estabelece a ambição de posicionar Moçambique como um polo regional de centros de dados e computação em nuvem, aproveitando a sua capacidade de geração elétrica, recursos hídricos e acesso costeiro a cabos submarinos. O apoio ao desenvolvimento veio de um amplo grupo multissetorial, incluindo a UNESCO, a UIT, a União Europeia, a União Africana, o Banco Mundial, a cooperação alemã para o desenvolvimento, o Centro Internacional de Investigação em Inteligência Artificial (IRCAI) e a unidade de governação eletrónica da Universidade das Nações Unidas.
Por se tratar de uma minuta ainda em consulta pública, a estratégia ainda não foi implementada, e nenhum sistema de IA, resultado piloto ou métrica de valor público lhe pode ainda ser atribuído. Os seus pontos de substância real — a Comissão Nacional de IA já existente, a base legal de cibersegurança e o processo aberto de consulta — distinguem-na de um mero anúncio aspiracional, mas o próprio calendário de Moçambique situa a aprovação final do governo e qualquer implementação operacional não antes do final de 2026.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.