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Crédito de 200 milhões de dólares do Banco Mundial (IDA), aprovado em 2022, mais 60 milhões em cofinanciamento holandês e espanhol, financia proteção contra enchentes para 300 mil pessoas na bacia do Msimbazi, Dar es Salaam. O parque ecológico previsto está em fase de projeto.
As enchentes catastróficas de 2018 causaram cerca de 100 milhões de dólares em danos materiais na bacia do rio Msimbazi, em Dar es Salaam, que atravessa o núcleo económico da cidade. Em resposta, o Global Facility for Disaster Reduction and Recovery (GFDRR) conduziu um processo de planeamento multissetorial (um 'charrette' em 2018) que produziu o Msimbazi Opportunity Plan, com o objetivo de combinar proteção contra enchentes com a transformação do centro do vale, sujeito a inundações, num espaço público verde.
Em 4 de outubro de 2022, o Conselho do Banco Mundial aprovou um crédito IDA de 200 milhões de dólares para o Projeto de Desenvolvimento da Bacia do Msimbazi, com 60 milhões de dólares em cofinanciamento adicional dos governos da Holanda e da Espanha. O projeto tem cinco componentes: infraestrutura de desenvolvimento da bacia, realojamento preventivo, fortalecimento institucional para desenvolvimento urbano resiliente, gestão do projeto e um mecanismo de resposta a emergências. O objetivo é proteger contra enchentes mais de 300 mil residentes, com cerca de 3.500 famílias a serem realojadas das zonas de maior risco e 30 milhões de dólares já desembolsados para esse realojamento.
Os elementos baseados na natureza do plano -- um parque urbano resiliente ao clima no vale sujeito a inundações, proteção e expansão de mangais, proteção das margens do rio e reflorestamento da bacia superior -- estão previstos no Opportunity Plan e em reportagens, mas os próprios materiais públicos do projeto descrevem-nos, com base na informação mais recente disponível, como compromissos de planeamento e projeto, e não como obras concluídas ou medidas; a infraestrutura convencional, como dragagem, terraceamento e a reconstrução da ponte/terminal de autocarros de Jangwani, está mais concretamente programada.
Um especialista urbano independente, citado pela Inter Press Service, alertou que 'já vimos planos grandiosos surgirem e desaparecerem' em Dar es Salaam -- um sinal explícito de risco de execução vindo de terceiros, e não uma crítica exclusiva a este projeto.
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