Iniciativa Green Aral Sea do PNUD — Florestação com Saxaul no Leito Seco, Karakalpakstan
Uzbequistão
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Desde 2007, o Hekluskógar reuniu mais de 210 proprietários para recuperar bosques nativos de bétula junto ao vulcão Hekla, plantando 2,3 milhões de plantas até 2014 para conter a erosão por cinzas que já destruiu metade da vegetação da Islândia.
A Islândia perdeu cerca de metade da sua cobertura vegetal original — cerca de 3 milhões de hectares — devido à erosão desde o povoamento humano há cerca de 1.100 anos, um processo repetidamente agravado pela queda de cinzas de vulcões como o Hekla, um dos mais ativos do país.
Lançado em 2007, o projeto Hekluskógar propôs-se restabelecer floresta nativa de vidoeiro (Betula pubescens) e salgueiro numa área-alvo de cerca de 90.000 hectares nas encostas do Hekla, usando uma estratégia de baixo custo de 'ilhas florestais': pequenos grupos de vidoeiro e salgueiro são estabelecidos com fertilização do solo e sementeira de erva no terreno mais instável, sendo depois deixados a espalhar-se naturalmente à medida que as fontes de sementes recolonizam a área envolvente.
Até 2014, tinham sido plantadas mais de 2,3 milhões de mudas em mais de 1.200 hectares de pequenas parcelas, com 210 proprietários inscritos e toda a plantação mapeada numa base de dados SIG, alimentando um monitoramento ecológico contínuo documentado no estudo revisto por pares 'From Bare to Birch: Large-Scale Ecosystem Restoration in Iceland'. Durante a erupção do Eyjafjallajökull em 2010, a jovem floresta do Hekluskógar na zona de queda de cinzas terá 'sobrevivido e recuperado em poucas semanas', um indício inicial de que a floresta estabelecida pode amortecer a deposição de tefra melhor do que o solo nu e em erosão.
O projeto continua a ser um esforço de longo prazo: os mais de 1.200 hectares diretamente plantados até 2014 representam uma pequena fração da meta de 90.000 hectares, esperando-se que a maior parte dos ganhos futuros venha gradualmente da propagação natural da floresta, e não de novas plantações diretas, um progresso difícil de verificar de forma independente sem dados de monitorização mais recentes.
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