Perante o congestionamento crónico, a poluição e o afundamento do solo em Jacarta, a Indonésia anunciou em agosto de 2019 que transferiria a sua capital nacional para uma cidade construída de raiz, Nusantara, em Bornéu, no Kalimantan Oriental, a cerca de 1236 km de Jacarta. A construção começou em julho de 2022, com um valor total de projeto estimado em cerca de 45 mil milhões de dólares. Nusantara é apresentada como a primeira cidade da Indonésia a declarar uma meta de neutralidade carbónica definida localmente, para 2045, e a acompanhar o progresso através de uma revisão local voluntária face aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU; treze agências da ONU declararam formalmente o seu apoio à iniciativa em outubro de 2023. Os incentivos ao investimento ao abrigo do Regulamento Governamental n.º 12/2023 incluem uma taxa de imposto sobre o rendimento das empresas de 0% durante dez anos e isenções totais de direitos de importação e IVA para investidores elegíveis.
A construção avançou através de cinco cerimónias de lançamento da primeira pedra entre setembro de 2023 e março de 2024. Em 2025-26, o núcleo do distrito governamental, incluindo o Palácio Garuda presidencial, estava substancialmente concluído, enquanto o distrito legislativo e judicial permanece em construção, com conclusão agora prevista para o final de 2027 ou início de 2028. Cerca de 4000 funcionários públicos deverão mudar-se para Nusantara em 2026, juntando-se a cerca de 50 elementos da equipa do vice-presidente que já trabalham no local.
As dotações orçamentais estatais para o IKN mostram uma trajetória de expansão seguida de contração: 5,5 biliões de rupias em 2022, subindo para 27 biliões em 2023 e um pico de 43,3 biliões em 2024, para depois cair para 13 biliões alocados em 2025 (dos quais cerca de 4,7 biliões efetivamente desembolsados) e apenas 6,26 biliões orçamentados para 2026 — uma queda superior a 85%, em dólares, face ao pico de 2024, de cerca de 2 mil milhões para cerca de 300 milhões de dólares. O discurso orçamental de 2026 do Presidente Prabowo Subianto não mencionou de todo o financiamento do IKN, um sinal de que o projeto se tornou uma prioridade política menor do que sob o seu predecessor, Joko Widodo, que o iniciou.
O colapso do financiamento alimentou, entre comentadores, uma narrativa de risco de "cidade fantasma", uma vez que o plano de financiamento original assumia que o investimento privado acabaria por cobrir cerca de 80% do custo total do projeto — uma proporção que não se tem materializado ao ritmo inicialmente previsto. O projeto também tem sido alvo de críticas documentadas devido a tensões relacionadas com direitos fundiários das comunidades indígenas locais Balik e Paser, cujas terras foram incorporadas nos limites da nova capital.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.