Restauracao do Mangal das Ilhas Tristao — 1.400 Hectares Replantados na Zona Humida Ramsar da Guine (2019-2022)
Guiné
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Desde 2018, o Lokiaka Community Development Centre formou ~300 mulheres Ogoni que plantaram 2,6 milhões de mangues nos pântanos poluídos por petróleo de Bodo Creek, Yaataa e Teenama (Nigéria), com sobrevivência autodeclarada de 80-96% rumo a 5 milhões de árvores.
O Lokiaka Community Development Centre, fundado pela ativista ogoni Martha Agbani, dirige um programa de restauração de mangais liderado por mulheres no Estado de Rivers, na Nigéria, em resposta a décadas de poluição petrolífera — incluindo o derrame de petróleo de 2003 em Bodo Creek — que destruiu os pântanos de mangal em torno de Bodo Creek e comprometeu os meios de subsistência da pesca e da agricultura de que as mulheres locais dependem.
A organização tem como objetivo plantar mais 5 milhões de árvores ao longo dos cinco anos seguintes, com base na formação iniciada em 2016 e na replantação ativa a partir de 2018.
O centro formou cerca de 300 mulheres em quatro comunidades ogoni (incluindo Bodo Creek, Yaataa e Teenama) em técnicas de viveirismo e plantação. A participação é nominalmente voluntária; algumas mulheres vendem as mudas criadas nos seus viveiros a empreiteiros, e outras foram contratadas como pessoal remunerado noutras iniciativas de plantação, numa região onde foram registados mais de 6000 derrames de petróleo na última década.
No início de 2025, as mulheres tinham plantado coletivamente 2,6 milhões de mudas de mangal, que a Lokiaka estima sobreviverem a uma taxa de 80–96%, consoante o local. Dois órgãos de comunicação social independentes — o Mongabay e o jornal nigeriano The Cable — corroboraram os principais números do programa e o modelo de formação comunitária através de reportagens no terreno.
Os valores relativos à taxa de sobrevivência e ao volume de plantação são autodeclarados pela Lokiaka, e não auditados de forma independente, e não é citado qualquer organismo de monitorização externo ou esquema de certificação; nenhum dos órgãos de comunicação que corroboraram os dados reporta medições ecológicas independentes de sequestro de carbono, recuperação da biodiversidade ou estabilização da linha costeira.
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