Formação SIYB para Empreendedoras — O Ensaio Aleatorizado em Duas Vias de Colombo e Kandy
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Uma formação de base psicológica em 'iniciativa pessoal' para 1.500 microempreendedores de Lomé aumentou os lucros mensais em 30% em 2,5 anos e em 91 USD (52%) ao fim de 7 anos — superando largamente a formação empresarial tradicional, embora os ganhos das mulheres se tenham dissipado enquanto os dos homens continuaram a crescer.
Em 2014, o Africa Gender Innovation Lab do Banco Mundial e a Innovations for Poverty Action recrutaram 1.500 proprietários de microempresas em Lomé, no Togo, para um ensaio aleatorizado que testava se uma formação em 'iniciativa pessoal', baseada em psicologia, conseguiria aumentar os lucros dos negócios mais do que um curso tradicional de competências empresariais.
O ensaio propunha-se testar se ensinar comportamentos proativos e de iniciativa própria — definição de objetivos, identificação de oportunidades, ciclos de retroação — conseguiria superar um curso-padrão de gestão empresarial IFC Business Edge no aumento dos lucros das microempresas.
Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em grupos aproximadamente iguais, de cerca de 500 cada, para a formação em iniciativa pessoal, para a formação empresarial tradicional, ou para um grupo de controlo sem formação.
Aos 2,5 anos, os lucros mensais do grupo de iniciativa pessoal tinham aumentado cerca de 30% (28.709 francos CFA, aproximadamente 60 USD), enquanto a variação de 11% do grupo de formação tradicional não foi estatisticamente significativa; um acompanhamento aos sete anos verificou que os lucros mensais do grupo de iniciativa pessoal se mantinham 91 USD (52%) acima do grupo de controlo, tendo a formação recuperado o seu custo em cerca de um ano.
Os ganhos de longo prazo distribuíram-se de forma desigual: os lucros dos participantes homens cresceram até 148 USD (77%) acima do controlo, à medida que acumulavam capital e confiança, enquanto os ganhos das mulheres — que partiam de menos capital e enfrentavam maiores restrições ao reinvestimento — foram apenas cerca de um quarto desse valor, mostrando que a formação de mentalidade, por si só, não fecha a lacuna de capital que limita o crescimento dos negócios geridos por mulheres.
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