O PNCB do Peru paga comunidades indígenas com títulos de terra para proteger floresta amazônica, verificado por alertas de satélite Geobosques. Desde 2010: 188 comunidades, 1,8M+ hectares — mas pesquisa de 2024 achou alto abandono e desmatamento persistente.
188 communities
Comunidades indígenas inscritas (2010-2024)
1.8+ million hectares
Área florestal sob proteção condicionada (2010-2024)
4.99 million EUR
Cofinanciamento da GIZ (2014-2019)
Detalhes
Maturidade
Consolidada
Promotor
Peru Ministry of Environment (MINAM) — National Forest Conservation Programme (PNCB)
O Ministério do Ambiente do Peru criou o Programa Nacional de Conservação de Florestas para a Mitigação das Alterações Climáticas (PNCB) em 2010, usando transferências diretas condicionadas (TDC) para pagar a comunidades indígenas com títulos legais de terra pela proteção de floresta amazónica em pé, associando os pagamentos a patrulhas florestais e a planos de desenvolvimento sustentável definidos pelas comunidades.
Atividades
O cumprimento e a mudança na cobertura florestal são acompanhados através do Geobosques, a plataforma pública do MINAM, que produz alertas de desflorestamento baseados em Landsat a 30 metros de resolução a cada 16 dias desde 2016/2017, permitindo que autoridades, investigadores e comunidades monitorizem áreas específicas e recebam alertas automáticos por e-mail. Com cofinanciamento que inclui um compromisso de 4,99 milhões de euros implementado pela GIZ da Alemanha (2014-2019), o esquema foi institucionalizado por cinco governos regionais — San Martín, Loreto, Ucayali, Amazonas e Madre de Dios — e abrangeu 188 comunidades indígenas e mais de 1,8 milhões de hectares de floresta tropical.
Resultados
Uma avaliação de setembro de 2024 do CIFOR-ICRAF constatou que, quase 15 anos depois, as taxas de desflorestamento do Peru permanecem 'obstinadamente elevadas' e ficaram aquém das metas originais do programa, com as comunidades beneficiárias de TDC a apresentarem elevadas taxas de desistência e expulsão, o que levanta dúvidas quanto à sustentabilidade a longo prazo.
Conclusões
O caso é um lembrete de que os pagamentos verificados por satélite, por si só, não têm sido suficientes para reverter a perda de floresta amazónica.
Implementação
Custo indicativo
Elevado (500 mil €–5 M€) — Conditional direct cash transfers to communities plus satellite-monitoring infrastructure (Geobosques); at least €4.99 million in GIZ co-financing (2014-2019) alongside Peruvian state funding, with no total programme budget given in the source.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — Created in 2010; Geobosques satellite-monitoring platform operating since 2016/2017; GIZ co-financing ran 2014-2019; still running as of the 2024 CIFOR-ICRAF assessment (about 15 years).
Equipa e competências
Peru Ministry of Environment (MINAM) / PNCB, Five regional governments (San Martín, Loreto, Ucayali, Amazonas, Madre de Dios), Germany's GIZ (co-financing, 2014-2019), Enrolled indigenous communities (forest patrols, sustainable-development plans)
Condições de sucesso
Legal land titles as a precondition for community enrolment
Conditional payments tied to forest patrols and community-defined sustainable-development plans
Satellite-based (Landsat, 30 m, 16-day) automated deforestation alerts for verification via Geobosques
Multi-level institutional buy-in across the national ministry and five regional governments
Modos de falha comuns
High dropout and expulsion rates among recipient communities, per the 2024 CIFOR-ICRAF assessment
National deforestation rates remain 'stubbornly high' despite the programme, showing satellite-verified payments alone are not sufficient to reverse forest loss
The programme has fallen short of its original targets after nearly 15 years
Onde se enquadra
Tipo de governação
national ministry plus regional governments, with indigenous community management