Passagens para Vida Selvagem do Parque Nacional de Banff — Programa de Mitigação da Trans-Canada Highway
Canadá
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Pontes de dossel instaladas sobre uma faixa de servidão de gasoduto/oleoduto de 25-30 m na área protegida da Bacia do Rio São João registaram 455 travessias de sagui e 257 de mico-leão-dourado num estudo com armadilhas fotográficas em 2019-2020, embora ambas as espécies tenham mostrado maior vigilância do que em rotas florestais.
Gasodutos e oleodutos operados pela Petrobras/Transpetro atravessam a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado (APA-BRSJ), no estado do Rio de Janeiro, um dos últimos redutos do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie ameaçada. Como a floresta não pode crescer diretamente sobre os dutos por motivos de segurança, as faixas de servidão desmatadas resultantes, com 25–30 m de largura, funcionam como barreiras para micos-leões, saguis e outras espécies dependentes do dossel, fragmentando o seu habitat.
No âmbito do Projeto Connect — executado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), com a Associação Mico-Leão-Dourado e financiamento da Petrobras — os investigadores instalaram pontes de dossel simples que atravessam a faixa desmatada e monitorizaram-nas com armadilhas fotográficas entre setembro de 2019 e abril de 2020, adicionando depois pontes de controlo em ambiente florestal para comparação (julho–novembro de 2020).
Do total de 1.917 eventos de travessia registados, os investigadores analisaram 356 em detalhe, encontrando 455 travessias das pontes sobre o duto por saguis-comuns e 257 por micos-leões-dourados. Ambas as espécies atravessaram as pontes sobre o duto significativamente mais depressa e com mais comportamento de vigilância do que em pontes de controlo equivalentes na floresta, evidência de que as pontes funcionam, mas de que os animais continuam a perceber a faixa aberta como um ambiente de maior risco de predação (López-Ramirez et al., Frontiers in Conservation Science, 2024).
A evidência é genuinamente mista: este modelo específico de ponte de dossel alcançou travessias reais e quantificadas pelas espécies-alvo, mas os próprios relatórios do projeto da Associação Mico-Leão-Dourado indicam que outros tipos de passagem instalados no âmbito do mesmo programa mais amplo têm sido usados sobretudo por raposas-do-mato, seriemas e tamanduás, sem que micos-leões ou preguiças com coleira de rádio tenham ainda sido registados a usar essas estruturas em particular — um lembrete de que os pormenores do desenho das passagens importam e nem todos os tipos de travessia têm igual sucesso.
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