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Passagens para Vida Selvagem do Parque Nacional de Banff — Programa de Mitigação da Trans-Canada Highway

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As 44 passagens para vida selvagem do Parks Canada ao longo de 82 km da Trans-Canada Highway em Banff registaram mais de 200 000 travessias de animais desde 1996, reduziram em cerca de 80% as colisões com veículos (96% para alces e veados), e um estudo genético revisto por pares confirma que mantêm o fluxo génico entre ursos-pardos e ursos-negros.

Passagens para Vida Selvagem do Parque Nacional de Banff — Programa de Mitigação da Trans-Canada Highway

Detalhes

Promotor
Parks Canada, with the Western Transportation Institute and University of Montana
Período
1996–present (highway fencing/crossings built 1996–2014; monitoring ongoing since 1996)
Palavras-chave
transport infrastructure, biodiversity connectivity, protected-area management, road ecology

Descrição

O Parks Canada começou a vedar a Trans-Canada Highway no Parque Nacional de Banff e a construir passagens de fauna em 1996, após um aumento das colisões com animais selvagens na autoestrada, então alargada de duas para quatro faixas, que atravessa os corredores de vida selvagem mais utilizados do parque.
O sistema conta atualmente com 6 passagens superiores e 38 passagens inferiores ao longo de 82 km de autoestrada, associadas a vedação para fauna — a rede monitorizada de forma contínua mais extensa e mais longa do seu género. Desde 1996, os investigadores registaram mais de 200 000 travessias de 11 espécies de grandes mamíferos, incluindo urso-pardo, urso-negro, lobo, puma, alce, alce-americano e veado.
A monitorização do Parks Canada atribui às passagens vedadas uma redução global de 80% nas colisões e mortalidade da fauna, subindo para cerca de 96% no caso de alces e veados. Um estudo genético independente, revisto por pares (Sawaya et al., Proceedings of the Royal Society B, 2014), baseado em cerca de 10 000 amostras de pelo recolhidas nas estruturas, verificou que ursos-negros e ursos-pardos que utilizam as passagens se reproduziram com ursos do lado oposto da autoestrada — 47% dos ursos-negros e 27% dos ursos-pardos amostrados que usaram as passagens tinham-se reproduzido com sucesso — demonstrando que as estruturas mantêm a conectividade genética, e não apenas a passagem física.
Cada estrutura pode custar até 4 milhões de dólares canadianos, e a utilização varia consoante a espécie: alces e veados utilizam facilmente tanto passagens superiores como inferiores, enquanto alguns ursos-pardos e pumas preferem passagens superiores maiores e mais abertas. O Parks Canada e investigadores externos consideram que é o longo registo de monitorização, e não uma única estrutura, a principal razão pela qual o programa é citado como referência mundial.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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