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O programa nacional de TIC na educação de Cabo Verde, de 2009, reduziu o rácio aluno/computador de 208:1 (2003) para cerca de 65:1 no ensino secundário, abrangendo 29 escolas e formando 1.060 professores, com o investimento em inclusão digital a continuar hoje através do Projeto Digital Cabo Verde, apoiado pelo Banco Mundial.
O Programa Mundu Novu foi o programa nacional de TIC na educação de Cabo Verde, lançado para o ano letivo de 2009/2010 pelo Ministério da Educação em conjunto com o NOSi (Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação), com os parceiros tecnológicos Microsoft (Partners in Learning) e Intel. Seguiu um modelo faseado de "um aluno, um computador", concebido e gerido como programa próprio de Cabo Verde, e não como uma implementação da OLPC Foundation.
A implementação foi faseada: um projeto-piloto inicial em 2009 em duas escolas secundárias já integradas no programa Partners in Learning da Microsoft, mais duas escolas primárias, com 1.300 a 2.590 computadores-piloto para alunos e 270 para professores; uma fase entre 2009 e 2011 destinada a atingir menos de 10 alunos por computador entre cerca de 78.750 alunos do 5.º ao 12.º ano; e uma fase planeada a partir de 2011 rumo à computação individual total. O programa acabou por equipar 29 escolas primárias e secundárias com kits de sala de aula e de laboratório de informática, instalou mais de 30 pontos de acesso público e gratuito à internet ('Praças Digitais – Konekta') e estabeleceu a meta de 1.060 professores formados até julho de 2010.
O inquérito de referência do próprio NOSi apurou um rácio de 208 alunos por computador nas escolas secundárias em 2003; em 2009, este valor tinha melhorado para cerca de 65:1 nas escolas secundárias, 244:1 no ensino básico e 115:1 como média nacional, face a uma população escolar total de cerca de 136.582 alunos distribuídos por aproximadamente 469 escolas em todo o país.
A qualidade da evidência é mista: uma alegação amplamente divulgada de 150.000 computadores portáteis distribuídos não é sustentada pelo documento de planeamento original de 2009; uma alegação de que Cabo Verde ocupou o 4.º lugar em África no Índice de Desenvolvimento das TIC de 2011 da UIT remonta apenas ao próprio sítio web da entidade contratada responsável pela implementação. Uma tese académica (Instituto Politécnico de Bragança), baseada num inquérito a professores, documenta obstáculos persistentes: fraca conectividade à internet nas escolas, a maioria dos alunos sem computador em casa e lacunas contínuas na formação dos professores em TIC. O Mundu Novu enquanto programa com este nome é hoje, em grande medida, histórico; o esforço de inclusão digital de Cabo Verde prossegue através do Digital Cabo Verde Project (2020-presente), apoiado pelo Banco Mundial, e do TechPark Cabo Verde (2023-2025).
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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