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Boa prática Importada

Ciclopaseo de Quito — Duas Décadas de Ruas Sem Carros aos Domingos, Agora a Testar um Modelo Financiado por Patrocinadores

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Desde abril de 2003, Quito encerra ao trânsito um corredor cada vez maior aos domingos, para ciclismo e caminhada — de 9,5 km/3.000 utilizadores a ~29 km e 16.000-26.000 pessoas. Em agosto de 2024 a gestão passou para a ONG Biciacción, financiada por patrocinadores.

Ciclopaseo de Quito — Duas Décadas de Ruas Sem Carros aos Domingos, Agora a Testar um Modelo Financiado por Patrocinadores

Detalhes

Promotor
Municipio del Distrito Metropolitano de Quito (Secretaría de Movilidad / Agencia Metropolitana de Tránsito); Biciacción
Período
2003–present
Palavras-chave
urban mobility, public space, active transport, recreation

Descrição

O Ciclopaseo de Quito começou a 27 de abril de 2003 como um encerramento dominical de 9,5 km com cerca de 3.000 participantes; em seis meses, a rota tinha crescido para 20 km e 25.000 pessoas, segundo relatos municipais e da imprensa. O evento passou de mensal a bissemanal em 2005 e a todos os domingos a partir de maio de 2009, percorrendo hoje um corredor de aproximadamente 28,7-30 km (os relatos variam consoante o ano) entre os Parques del Recuerdo, a norte, e a zona de Las Cuadras/Quitumbe, a sul, aberto das 8h00 às 14h00 a ciclistas, corredores, caminhantes, patinadores, pessoas com cães e famílias com carrinhos de bebé.
Alcance: o jornal El Comercio noticiou uma média de cerca de 16.000 participantes por domingo em 2017 (50 eventos orçados em 496.663 dólares nesse ano), enquanto a cobertura de 2024 sobre a mudança de gestão refere entre 20.000 e 26.000 participantes num domingo típico — valores compatíveis com um evento recorrente maduro e de grande afluência, ainda que não tenha sido encontrada nenhuma avaliação académica independente com metodologia de contagem rigorosa.
Governação e uma experiência em curso: a gestão mudou de mãos várias vezes — Biciacción (2003-2007), depois a Fundación Ciclópolis (2007-2017), depois diretamente o Município — e, em agosto de 2024, a cidade voltou a entregar a responsabilidade operacional à Biciacción, desta vez financiada por patrocinadores privados em vez do orçamento municipal, com a Agência Metropolitana de Trânsito (AMT) a prestar apoio ao trânsito. Esta mudança para um financiamento baseado em patrocínios de um ativo público de mobilidade urbana é, em si, uma experiência de governação a acompanhar; à data, a sua durabilidade a médio prazo ainda não está estabelecida.
Limitação: as sucessivas mudanças de entidade gestora ao longo de mais de 20 anos apontam para uma certa fragilidade institucional no financiamento e na gestão do programa, ainda que a própria atividade dominical sem carros tenha continuado sem interrupção sustentada.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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