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Boa prática Importada

Ramani Huria — Mapeamento Comunitário do Risco de Cheias em Dar es Salaam

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Financiados pelo Banco Mundial, mapeadores comunitários e estudantes universitários usaram aplicações de telemóvel para mapear drenagens e edifícios em zonas inundáveis de Dar es Salaam, cobrindo mais de 20 bairros e cerca de 1,3 milhões de residentes na plataforma aberta OpenStreetMap.

51,000 buildings
Edifícios mapeados nos primeiros seis meses da Fase 2 (Jul-Dec 2017)
2,000 surveys
Inquéritos comunitários concluídos nos primeiros seis meses da Fase 2 (Jul-Dec 2017)
12 wards
Bairros (wards) com mapeamento de drenagem concluído e verificado quanto à qualidade
450 sub-wards
Cobertura planeada do atlas
20+ neighbourhoods
Bairros abrangidos pelo mapeamento
1.3 million residents
Residentes abrangidos pelo mapeamento

Detalhes

Maturidade
Descontinuada
Promotor
University of Dar es Salaam, Humanitarian OpenStreetMap Team (HOT), World Bank/GFDRR
Período
2015–2020
Palavras-chave
open mapping, civic data, disaster risk reduction, urban planning

Contexto

Dar es Salaam sofre inundações graves e recorrentes e tinha uma quase total ausência de dados detalhados sobre drenagem e relevo. A Ramani Huria ('mapa aberto' em suaíli) começou em 2015 como uma parceria entre a Universidade de Dar es Salaam, a Humanitarian OpenStreetMap Team (HOT) e o Global Facility for Disaster Reduction and Recovery (GFDRR) do Banco Mundial.

Objetivos

Mapear drenos, edifícios e relevo propensos a inundações em bairros anteriormente não mapeados e vulneráveis a cheias, para que os líderes de bairro (ward) e os equipas de resposta a desastres pudessem planear a manutenção da drenagem e direcionar apoio de preparação para inundações em assentamentos informais.

Atividades

Estudantes universitários e membros da comunidade formados percorreram casa a casa e bairro a bairro com ferramentas gratuitas para smartphone (OpenMapKit, Open Data Kit) e drones para registar estradas, edifícios, canais de drenagem e áreas propensas a inundações, carregando tudo na base de dados pública OpenStreetMap. A segunda fase do projeto começou em julho de 2017.

Resultados

Só nos primeiros seis meses da Fase 2, as equipas mapearam mais de 51.000 edifícios e concluíram mais de 2.000 inquéritos comunitários; o mapeamento de campo e os dados de drenagem verificados quanto à qualidade foram concluídos para 12 bairros (wards), parte de um plano de atlas mais amplo que cobre 450 sub-bairros. Quando os relatórios do Banco Mundial/GFDRR avaliaram o programa, os mapas cobriam mais de 20 bairros e cerca de 1,3 milhões de residentes.

Conclusões

O financiamento principal foi-se reduzindo a partir de cerca de 2020; a equipa de implementação local continuou como a organização independente OpenMap Development Tanzania, embora a cobertura sustentada dependa agora desta estrutura mais pequena e liderada localmente, e não do financiamento original.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Médio (1–3 anos) — Launched 2015; Phase 2 began July 2017; core funding wound down around 2020.
Equipa e competências
Trained university students (University of Dar es Salaam), Community mappers recruited ward-to-ward, Humanitarian OpenStreetMap Team (HOT) trainers and coordinators, Ward leaders and disaster responders as end users of the data

Condições de sucesso

  • Partnership spanning a public university, an international mapping NGO (HOT) and a multilateral funder (World Bank/GFDRR)
  • Free, open smartphone mapping tools (OpenMapKit, Open Data Kit) plus drones
  • Open publication of all data on OpenStreetMap for reuse by ward leaders and disaster responders

Modos de falha comuns

  • Core donor funding wound down around 2020, leaving sustained coverage dependent on a smaller, locally-led successor organisation (OpenMap Development Tanzania) with fewer resources than the original grant

Onde se enquadra

Tipo de governação
university-NGO-multilateral partnership with local ward government
Escala
citywide (20+ neighbourhoods, ~1.3 million residents)
Nível de rendimento
low-income (Tanzania)

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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