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Desde 2012, a Fundação Repat Armenia, em Yerevan, ajuda arménios da diáspora a integrarem-se — mais de 400 consultas de emprego e 35 eventos só em 2022 — mas estudos mostram que só metade dos que regressaram desde 1990 ficou a longo prazo.
A Fundação Repat Armenia foi criada em Yerevan, em agosto de 2012, por doze arménios da diáspora e repatriados, sendo financiada desde 2019 sobretudo pela H. Hovnanian Family Foundation. Apoia arménios da diáspora que desejam mudar-se e integrar-se na Arménia, incluindo muitos profissionais de tecnologia e negócios, através de consultas personalizadas, de uma plataforma de emprego (staff.am), de um programa de apoio ao emprego designado 'Armenia Works 4U', de eventos comunitários como os fóruns 'Imagine Armenia', de cursos de língua arménia e de um seguro de saúde para os membros da comunidade.
Segundo a agência noticiosa estatal arménia ARMENPRESS (fevereiro de 2023), a atividade da Repat Armenia em 2022 incluiu mais de 400 consultas de emprego individuais, 35 eventos de integração com cerca de 650 participantes no total, 148 subscritores de seguro médico e 470 novas adesões online. Um programa-piloto de apoio ao emprego em 2021-2022, dirigido a arménios que se mudavam do Líbano, da Rússia, da Ucrânia e da Bielorrússia, levou 58 participantes para a Arménia, dos quais 48 permaneceram residentes e empregados ou trabalhadores por conta própria. A comunidade da fundação cresceu para mais de 12.000 membros ao longo de mais de uma década de atividade.
Um estudo revisto por pares na Central and Eastern European Migration Review (Macková & Harmáček, 2019) menciona a Repat Armenia entre as organizações de apoio a repatriados qualificados e, com base em entrevistas e num inquérito a 146 pessoas, conclui que, de cerca de 65.000 pessoas que regressaram à Arménia desde o início dos anos 1990, apenas cerca de 35.000 permaneceram a longo prazo, sendo o emprego e as condições económicas apontados por 52% dos inquiridos como a principal barreira à reintegração. O órgão de comunicação arménio independente EVN Report nota que grande parte do recente aumento da repatriação arménia foi impulsionado por choques regionais — a guerra de Artsakh em 2020 e a guerra Rússia-Ucrânia em 2022, que levaram arménios étnicos e trabalhadores de tecnologia russos a mudarem-se — e não apenas pela ação de ONG. A força de trabalho de TI da Arménia cresceu cerca de quatro vezes, para cerca de 44.000 profissionais (segundo a Crunchbase/EVN Report), incluindo algumas empresas fundadas por repatriados, mas nenhuma fonte independente quantifica uma relação causal entre a atividade específica da Repat Armenia e este crescimento setorial.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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