HDE-Adapt - Strengthening climate resilience in the German retail sector through targeted support
Alemanha
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NL33O Porto de Roterdão — o maior porto da Europa, com mais de 460 milhões de toneladas de carga movimentadas em 2022 (cerca de 8% de toda a carga movimentada na Europa) — situa-se acima do nível do mar, mas fora do sistema principal de diques dos Países Baixos, o que o protege naturalmente do risco de inundação atual, mas o expõe diretamente à futura subida do nível do mar. Com base em projeções da Rijkswaterstaat/KNMI de uma subida do nível do mar entre +26 cm e +124 cm até 2100, a Autoridade Portuária de Roterdão (PoR) e o município de Roterdão co-desenvolveram, com partes interessadas e especialistas, uma estratégia de adaptação adaptada individualmente a cada uma das seis secções distintas do porto, dadas as suas diferentes alturas, usos do solo e infraestruturas.
A estratégia visa disponibilizar um leque de medidas de adaptação para cada área do porto, com o objetivo principal de reduzir os danos económicos esperados das inundações e, secundariamente, reduzir os danos ambientais (por exemplo, dispersão de poluentes) e o risco para a vida humana.
As medidas agrupam-se em três tipos: prevenção ('manter a água fora' — elevação de diques e estradas e utilização de barreiras fecháveis ou removíveis), adaptação espacial ('viver com a água' — relocalização de atividades críticas para terreno mais elevado, impermeabilização húmida ou seca de instalações, elevação de locais) e gestão de crises ('estar preparado' — planos de emergência, armazenamento de reservas, diques de emergência temporários). A cada uma das seis áreas do porto foi atribuída uma combinação de medidas adaptada com base na modelação específica do risco de inundação e nas prioridades das empresas que aí operam.
Uma análise custo-benefício dos pacotes de medidas recomendados, específicos para cada área, estima o seu custo em valor atual em quase 90 milhões de euros, face a benefícios esperados (danos económicos evitados) de cerca de 611 milhões de euros — um rácio benefício-custo de 6,8. Foi também avaliado um pacote alternativo baseado numa única barreira grande do tipo 'fechável' (semelhante à barreira Maeslant): custaria cerca de 820 milhões de euros e geraria benefícios estimados em 1.608 milhões de euros, mais do que duplicando os benefícios totais, mas com um rácio benefício-custo inferior, de 2, tornando-o globalmente uma opção menos custo-eficaz.
A Autoridade Portuária atribui a solidez da estratégia à sua base em modelação climática científica (regularmente atualizada), à sua adaptação detalhada às características específicas de cada área do porto, à sua co-conceção com as partes interessadas diretamente afetadas e à análise custo-benefício que a sustenta. O principal fator limitativo é a complexidade das atividades económicas e infraestruturas interligadas do porto e as suas ligações à economia neerlandesa, europeia e global, o que obrigou a estratégia a ser desenvolvida e ajustada separadamente, e em momentos diferentes, para cada área — por exemplo, ponderando cenários alternativos de uso futuro do solo (uso económico versus uso misto residencial) para a área de Merwe-Vierhavens.
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