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Centros Sakhi de Atendimento Único — O Programa Nacional Indiano para Mulheres Sobreviventes de Violência

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O programa indiano Sakhi de Centros de Atendimento Único, financiado pelo Fundo Nirbhaya desde 2015, cresceu para mais de 733 centros em todo o país, apoiando 668 139 mulheres sobreviventes até 2022 — mas reportagens independentes apontam orçamentos subexecutados e fraco encaminhamento policial a limitar o seu alcance.

Detalhes

Promotor
Ministry of Women and Child Development, Government of India
Período
2015–present
Palavras-chave
gender-based violence, one-stop services, legal aid, social protection

Descrição

O programa indiano de Centros de Atendimento Único, denominado Sakhi, tornou-se operacional a 1 de abril de 2015, sob a tutela do Ministério da Mulher e do Desenvolvimento da Criança, como parte da Missão Nacional para o Empoderamento das Mulheres, financiado através do Fundo Nirbhaya. Cada centro foi concebido para reunir "sob o mesmo teto" a articulação com a polícia, assistência médica, apoio jurídico e aconselhamento, apoio psicossocial e abrigo de curta duração (até cinco dias) para mulheres e raparigas afetadas pela violência, independentemente de casta, classe, religião, região, orientação sexual ou estado civil.
O programa expandiu-se de forma substancial: o financiamento foi inicialmente sancionado para 33 estados/territórios da União em 2015-16 e, em 2024, mais de 750 centros estavam operacionais, cobrindo quase a totalidade dos cerca de 730 distritos da Índia. Entre 2015 e 2022, os centros Sakhi apoiaram 668 139 mulheres, segundo reportagens baseadas em dados oficiais.
Uma investigação jornalística independente (iSignal, maio de 2023) documenta igualmente lacunas significativas de execução: em 2022, apenas cerca de 328 crore de rupias dos 735 crore libertados tinham efetivamente sido gastos — menos de 45% —, e o pessoal dos centros, incluindo assistentes de caso que ganham cerca de 15 000 rupias por mês, relatou atrasos salariais e ausência de aumentos desde 2017 num centro estadual. A mesma investigação constatou um conhecimento mínimo destes serviços por parte da polícia, limitando encaminhamentos, registos de incidentes domésticos (Domestic Incident Reports) elaborados em apenas 6% dos casos analisados em Chhattisgarh, e que apenas 13% das mulheres indianas que sofrem violência conjugal procuram qualquer tipo de ajuda.
O Sakhi é, por isso, um autêntico preenchimento de lacuna no mapa de cobertura — um modelo nacional, público, de atendimento único a vítimas de violência de género, que chega a centenas de milhares de mulheres por ano — mas a base de evidência é honesta quanto à sua implementação desigual, o que o torna um caso tanto cautelar como ilustrativo para a expansão de serviços de atendimento único.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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