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Boa prática Importada

SHARE (Safe Homes and Respect for Everyone) — ensaio de mobilização comunitária em Rakai, Uganda, sobre violência entre parceiros e VIH

Uganda · Rakai · Ver o perfil de Uganda

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Mobilização comunitária com rastreio breve de VIP nos testes de VIH, testada em 4 clusters de intervenção e 7 de controlo (11 448 pessoas): VIP física no último ano 16%→12% (aPRR 0,79), mas sem efeito na perpetração reportada por homens e benefício no VIH não sustentado.

Detalhes

Promotor
Rakai Health Sciences Program / Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health
Período
2005–2009 (trial); results published 2014–2015
Palavras-chave
intimate partner violence, community mobilisation, HIV prevention, social norms

Descrição

O SHARE (Safe Homes and Respect for Everyone) foi integrado no Rakai Community Cohort Study, no Uganda, e combinou duas componentes: um processo de mobilização comunitária em cinco fases (avaliação, sensibilização, criação de redes, ação integrada, consolidação), conduzido por conselheiros, educadores, voluntários e auxiliares comunitários, e um rastreio com intervenção breve para mulheres que fazem aconselhamento e teste de VIH, centrado na revelação segura e na redução do risco.
A avaliação quase-experimental incluiu 11 448 pessoas entre os 15 e os 49 anos (5 337 em quatro clusters de intervenção e 6 111 em sete de controlo) entre 2005 e 2009. No segundo seguimento, a violência física entre parceiros no último ano era de 12% nos clusters de intervenção contra 16% nos de controlo (aPRR 0,79; IC 95% 0,67–0,92) e a sexual de 10% contra 13% (aPRR 0,80; 0,67–0,97). A incidência global de VIH foi de 0,87 contra 1,15 por 100 pessoas-ano (aIRR 0,67; 0,46–0,97).
As limitações são claras: apenas quatro de onze clusters receberam a intervenção, por limites de financiamento, gerando desequilíbrios de base; a retenção rondou os 75% e diferiu entre grupos; a VIP foi autorreportada; a violência emocional não diferiu e não houve efeito na perpetração reportada por homens; e a diferença no VIH não se manteve após o fim do programa (2010–11). É um modelo integrado promissor de VBG e VIH, cuja durabilidade não está provada.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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