Programa Nacional de Desmatamento de Arbustos da Namíbia — Controlo do Adensamento Arbustivo para Restauro Hídrico e de Pastagens
Namíbia
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Desde 2004, a África do Sul replantou espekboom em ~800.000 ha do Karoo degradado; um título do Banco Mundial (2024) e o 'emblema' da ONU (2026) atraíram 75M+ dólares em financiamento de carbono, mas há alertas para plantação excessiva e contas pouco transparentes.
O Programa de Restauração da Mata Subtropical (Subtropical Thicket) da África do Sul teve início em 2004, com cerca de 8 milhões de dólares de investimento governamental para replantar spekboom (Portulacaria afra), uma suculenta resistente que outrora formava mata densa na região semiárida do Eastern Cape, antes de mais de um século de sobrepastoreio por cabras ter reduzido a terreno nu. O spekboom armazena carbono nas folhas, raízes e solo circundante, e o PNUA atribui à restauração da mata benefícios de biodiversidade "extremamente elevados".
A restauração acelerou fortemente desde 2023: a plantação liderada pelo governo passou de cerca de 2.000 para cerca de 30.000 hectares, promotores privados acrescentaram mais 25.000 hectares, e mais de 60 entidades trabalham agora numa área estimada em 800.000 hectares. Em 2024, o Banco Mundial estruturou uma obrigação de resultados a 14 anos para financiar uma primeira fase de 10.000 hectares (com uma expansão planeada para 50.000 hectares), apoiada por capital da GenZero, Mirova, Rubicon Carbon e Bregal Sphere e colocada pelo BNP Paribas, com a Amazon a comprometer-se a comprar unidades de remoção de carbono a preço fixo ao longo de várias décadas.
Em dezembro de 2025, o Decénio das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas nomeou o programa um World Restoration Flagship, citando uma estimativa do PNUA de que a plena recuperação da mata poderia sequestrar até 8 milhões de toneladas de CO2 por ano — comparável às emissões de cerca de 20 centrais elétricas a gás — com uma meta de transformação de 800.000 hectares até 2030. Os promotores projetam que cerca de 500 milhões de dólares poderão chegar às comunidades agrícolas locais ao longo de 40 anos através de salários, rendas de terra, partilha de receitas de créditos de carbono e desenvolvimento de pequenos negócios.
Reportagens independentes são francas quanto às tensões desta rápida expansão: o investigador Jan Vlok alerta que algumas empresas plantam a uma densidade de 100% (a que chama "florestação" e não restauração, face a uma cobertura recomendada de 70–80% ou inferior), os projetos operam em compartimentos estanques com pouco protocolo partilhado, e uma investigação da Mongabay em 2026 concluiu que as práticas de investimento e contabilidade do setor funcionam com "contas fechadas", difíceis de verificar por terceiros.
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