Desde agosto de 2021, os Talibãs proíbem raparigas do ensino secundário e a maioria das mulheres de trabalho remunerado. O PNUD estima que a proibição ao emprego custa 1 mil milhões de dólares por ano (5% do PIB); a participação feminina na força de trabalho caiu de 19% em 2020 para bem menos ainda em 2022.
1 USD billion/year
Custo económico anual estimado da proibição do emprego às mulheres (from 2021)
5 %
Percentagem do PIB retirada pela proibição do emprego (from 2021)
25,000+ workers
Défice projetado de professoras e profissionais de saúde (by 2030)
19 %
Taxa de participação feminina na força de trabalho (2020) (2020)
16.7 %
Taxa de participação feminina na força de trabalho (3.º trimestre de 2021) (Q3 2021)
177 of 177 countries
Posição do Afeganistão no Índice de Mulheres, Paz e Segurança (n/a)
nearly 8 in 10 share
Jovens afegãs excluídas da educação, do emprego e da formação (2025)
Detalhes
Promotor
Islamic Emirate of Afghanistan (Taliban de facto authorities)
Período
2021–2025
Palavras-chave
education, employment, human rights, humanitarian aid
Contexto
Após o regresso dos talibã ao poder em agosto de 2021, as autoridades afegãs proibiram as raparigas de frequentar o ensino secundário além do 6.º ano (setembro de 2021), proibiram as mulheres de frequentar as universidades (dezembro de 2022) e proibiram as mulheres de trabalhar na maioria das ONG e nas Nações Unidas (dezembro de 2022 e abril de 2023, respetivamente), com exceções limitadas, como partes do setor da saúde.
Resultados
O PNUD estima que apenas a proibição do emprego retira mil milhões de dólares por ano à economia (cerca de 5% do PIB), enquanto a UNICEF e a ONU Mulheres projetam um défice resultante de mais de 25 000 professoras e profissionais de saúde até 2030. A participação das mulheres na força de trabalho, já baixa em 19% em 2020 (contra 81% para os homens), caiu ainda mais para 16,7% no terceiro trimestre de 2021, sendo projetada cerca de 25% abaixo dos níveis pré-talibã em meados de 2022. O Afeganistão ficou em último lugar — 177.º de 177 países — no Índice de Mulheres, Paz e Segurança da Universidade de Georgetown. Quatro anos depois, a ONU Mulheres relata que a maioria dos afegãos continua a apoiar a educação das raparigas, mas quase oito em cada dez jovens afegãs continuam excluídas da educação, do emprego e da formação.
Conclusões
Esta entrada é incluída como um caso documentado de alerta, e não como um modelo a replicar: mostra a rapidez com que os ganhos na educação das raparigas e no emprego das mulheres podem ser revertidos na ausência de salvaguardas legais e institucionais.
Implementação
Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €)
Tempo até resultados
Curto (< 1 ano)
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Fontes de dados
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