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Um programa conjunto da ONU e do Banco Mundial reconstruiu habitação em 16 bairros de Port-au-Prince e encerrou 6 campos de deslocados após o sismo de 2010, reparando mais de 1.200 casas e gerando mais de 15.000 dias de trabalho local, 95% para residentes.
O terramoto de janeiro de 2010 deslocou cerca de 1,5 milhões de pessoas para campos em Port-au-Prince, levando o Governo do Haiti e os parceiros internacionais a planear o regresso dos agregados familiares deslocados aos seus bairros de origem.
O projeto "16 Bairros / 6 Campos" (16/6), lançado em agosto de 2011 pelo Governo do Haiti, por quatro agências das Nações Unidas (PNUD, OIT, OIM, UNOPS) e pelo Fundo de Reconstrução do Haiti administrado pelo Banco Mundial, tinha como objetivo o regresso voluntário e seguro de agregados familiares deslocados de seis campos de deslocados internos para dezasseis bairros de origem avaliados estruturalmente em Port-au-Prince, Delmas e Pétion-Ville.
A componente implementada pela UNOPS reparou habitações de acordo com padrões de mitigação de risco, construiu novas moradias, gerou trabalho local remunerado reservado em grande parte a residentes dos bairros afetados, e formou trabalhadores da construção em conjunto com a OIT, enquanto o fundo administrado pelo Banco Mundial financiou o esforço mais amplo de encerramento de campos e regresso.
Só a componente da UNOPS reparou mais de 1 200 habitações, face a uma meta de 750 novas casas, gerou mais de 15 000 dias de trabalho local remunerado, com 95% da mão de obra contratada localmente, e formou mais de 150 trabalhadores da construção; o desenho do Banco Mundial visava o regresso de 5 239 agregados familiares, cerca de 30 000 pessoas, provenientes dos seis campos, que foram posteriormente encerrados.
O projeto exigiu reestruturações repetidas para além da meta de conclusão inicial de 2013, refletindo os atrasos típicos de uma reconstrução pós-desastre complexa e multiagência, e não foi encontrada nenhuma avaliação de longo prazo sobre a durabilidade das habitações ou os efeitos no rendimento dos residentes, deixando o impacto duradouro do programa apenas parcialmente documentado.
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