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Boa prática Importada

Ushahidi — a plataforma queniana de mapeamento de crises colaborativo

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Evidência: Observacional / pré-pós Top 1% 95/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

Nascida em Nairobi durante a violência pós-eleitoral de 2008 no Quénia, a plataforma de código aberto da Ushahidi já foi implementada mais de 150.000 vezes em mais de 160 países, ajudando a coordenar mais de 700 resgates de helicóptero após o sismo de 2015 no Nepal e a monitorizar eleições na Nigéria.

150,000+
Total de implementações da plataforma (2008-2018)
160+
Países onde foi implementada
50 million+
Total de relatos recolhidos por crowdsourcing
700+
Resgates de helicóptero coordenados após o terramoto do Nepal em 2015 (2015)
1,500
Relatos de incidentes mapeados na resposta ao terramoto do Haiti (primeiras duas semanas) (2010)
3,500+
Total de relatos de incidentes do terramoto do Haiti (2010)
17,700+
Relatos de cidadãos do Reclaim Naija (monitorização eleitoral na Nigéria) (since 2015)
8 percentage points
Aumento da participação eleitoral associado ao Reclaim Naija
10,000+ across 50+ cities
Relatos de assédio recolhidos pelo Safecity
200,000 USD
Financiamento inicial da Humanity United (2008)
1.4 million USD
Financiamento inicial da Omidyar Network (2009)
Ushahidi — a plataforma queniana de mapeamento de crises colaborativo

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
Ushahidi Inc.
Período
2008–present
Palavras-chave
civic tech, crisis mapping, crowdsourcing, open-source software, humanitarian data

Contexto

O Ushahidi ('testemunho' em suaíli) foi construído em Nairobi no início de 2008 por quatro tecnólogos quenianos — entre eles Ory Okolloh, Erik Hersman, Juliana Rotich e David Kobia — depois de os meios de comunicação convencionais terem subnotificado a violência na sequência das eleições contestadas de dezembro de 2007 no Quénia. A ferramenta de código aberto permitia aos cidadãos submeter relatos de incidentes por SMS, email ou formulário web, colocando-os num mapa público, para que os testemunhos oculares pudessem chegar ao público mesmo quando os canais oficiais silenciavam.

Objetivos

Permitir que os relatos de testemunhas oculares cheguem ao público e apoiar a coordenação e o mapeamento em crises, mesmo quando os canais de informação oficiais estão silenciosos ou pouco fiáveis.

Atividades

A plataforma já foi implementada mais de 150.000 vezes em mais de 160 países. As implementações documentadas incluem a resposta ao terramoto do Haiti em 2010, o 'Quakemap' do Nepal em 2015, o projeto de monitorização eleitoral 'Reclaim Naija' na Nigéria, a adaptação de relato de assédio 'Safecity' na Índia, e a própria instância baseada em Ushahidi da ONU, SAGE (Situational Awareness Geospatial Enterprise), utilizada em oito países de missões de manutenção da paz.

Resultados

Durante a resposta ao terramoto do Haiti em 2010, voluntários mapearam 1.500 relatos nas primeiras duas semanas e mais de 3.500 ao longo de toda a operação; a FEMA terá dependido operacionalmente do mapa. Após o terramoto do Nepal em 2015, a implementação 'Quakemap' registou mais de 2.500 relatos de incidentes e ajudou a coordenar mais de 700 resgates de helicóptero. Na Nigéria, o 'Reclaim Naija' recolheu mais de 17.700 relatos de cidadãos desde 2015 e foi associado a um aumento de 8 pontos percentuais na participação eleitoral numa avaliação aleatorizada. O 'Safecity' da Índia recolheu mais de 10.000 relatos de assédio em mais de 50 cidades. A instância SAGE da ONU regista mais de 100 relatos de campo por país diariamente em oito países.

Conclusões

A plataforma cresceu de uma ferramenta de resposta a crises de base comunitária em 2008 para um uso institucional e sustentado, incluindo por missões de manutenção da paz da ONU, com uma combinação de financiamento de cerca de 80% de subvenções de fundações e 20% de consultoria paga, sustentando uma equipa remunerada de 14 pessoas na altura do relato da Stanford Social Innovation Review.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €) — Early funding of $200,000 from Humanity United (2008) and $1.4 million from the Omidyar Network (2009); ongoing funding mix roughly 80% foundation grants and 20% fee-based consulting by the time of Stanford Social Innovation Review's reporting.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — Founded early 2008 during Kenya's post-election crisis; continuously redeployed globally through at least the 2018 ten-year retrospective and reportedly still active.
Equipa e competências
Four founding Kenyan technologists (Ory Okolloh, Erik Hersman, Juliana Rotich, David Kobia), Grew to a paid staff of 14 by the time of Stanford Social Innovation Review's reporting

Condições de sucesso

  • Open-source design enabling free, independent redeployment across countries and use cases
  • Multi-channel reporting (SMS, email, web form) that works even when official information channels are silenced
  • Early foundation funding (Humanity United, Omidyar Network) enabling the team to scale from founders to paid staff
  • Adoption by institutional actors (UN peacekeeping's SAGE) for sustained, non-crisis operational use

Habitualmente financiado por

Philanthropic / foundation funding Own resources / municipal budget

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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