Quando a Lituânia aliviou o seu primeiro confinamento por COVID-19 em abril de 2020, a restauração em espaço interior continuava restringida e as ruas medievais da Cidade Velha de Vilnius eram demasiado estreitas para mesas com distanciamento social. Em 22-23 de abril de 2020, a Câmara Municipal de Vilnius, sob o presidente Remigijus Šimašius, anunciou que cafés, bares e restaurantes podiam usar praças, ruas e pátios públicos para mesas ao ar livre, gratuitamente, até ao final de 2020, desde que as mesas mantivessem dois metros de distância entre si e pelo menos um metro dos percursos pedonais.
Dezoito espaços públicos, incluindo a Praça da Catedral, classificada pela UNESCO, foram abertos no primeiro dia. A procura foi imediata: o município recebeu 151 candidaturas num único dia útil, e mais de 160 cafés, bares e restaurantes acabaram por ocupar lugares ao ar livre. Um programa complementar de vales (talonai.lt) registou 142 empresas locais e a compra de 632 vales no valor de cerca de 9.200 euros para apoiar o setor da restauração, além de vales de oferta separados para profissionais de saúde.
O programa manteve grande parte do setor da restauração de Vilnius em funcionamento num período em que a capacidade interior estava limitada, e foi documentado pelo Observatório de Inovação do Setor Público da OCDE como uma resposta exportável à COVID-19, com cobertura internacional por órgãos como a CBC e a Euronews. Não foi publicada nenhuma avaliação económica independente do efeito do programa na sobrevivência ou receita dos negócios, pelo que o seu impacto assenta sobretudo em dados de participação e adesão, e não num estudo rigoroso de resultados; ao contrário dos programas de Milão e da Nova Zelândia neste catálogo, foi concebido e aplicado como uma medida de emergência limitada no tempo, e não como um passo rumo a uma reformulação permanente das ruas.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.