STEPS — Manuais de ciências assistidos por IA e alinhados ao currículo para o ensino primário no Benim
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Um chatbot de WhatsApp com conteúdo gerado por LLM para formação de professores foi testado com 47 professores primários em Bertoua, Camarões. Obteve pontuação de usabilidade significativamente superior a um formulário online (p=.044), mas os custos de dados e o conteúdo apenas em inglês limitaram o alcance.
Uma ONG internacional testou um chatbot baseado em WhatsApp que disponibilizava conteúdos de formação de professores redigidos por um LLM a 47 docentes do ensino primário (39 mulheres, 8 homens) em seis escolas primárias privadas de Bertoua, na região Leste dos Camarões, durante uma ação de formação em setembro de 2025.
Testar se um chatbot no WhatsApp podia ser uma alternativa mais utilizável do que a entrega tradicional de conteúdos de desenvolvimento profissional em formulários online para professores em serviço.
O chatbot disponibilizou módulos pedagógicos estruturados — Ensinar com Amor e Lógica, Aprendizagem Baseada no Jogo e a Abordagem do Semáforo — com conteúdos redigidos por um LLM e revistos por facilitadores da ONG antes da divulgação. Os professores tiveram cerca de 30 minutos de prática diária orientada ao longo de uma semana. A avaliação combinou um pré-teste bilingue (n=40), registos de interação no WhatsApp (n=47), inquéritos em papel após a formação (n=47), seis discussões de grupo nas escolas e 14 entrevistas de seguimento.
O chatbot obteve uma pontuação superior aos formulários online na usabilidade (7,82 vs. 7,33, p=0,046, d=0,37) e na experiência-usabilidade combinada (7,41 vs. 7,03, p=0,044, d=0,32); a diferença na aprendizibilidade (7,00 vs. 6,76) não foi estatisticamente significativa (p=0,212). 87,5% dos professores tinham smartphone pessoal e 77,1% usavam o WhatsApp diariamente, enquanto 39,6% preferiam conteúdos em francês, apesar de os conteúdos serem apenas em inglês.
O estudo mediu a usabilidade percebida pelos professores, não resultados verificados de sala de aula ou de aprendizagem dos alunos, e decorreu apenas durante uma semana em seis escolas privadas, sem evidência de utilização sustentada ou de escolas públicas. Os custos de conectividade e a cobertura de rede intermitente foram apontados como o principal obstáculo («a única dificuldade é a rede»), e o conteúdo apenas em inglês excluiu parcialmente os professores que preferiam francês.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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