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Um estudante de MBA de Yale foi suspenso durante um ano depois de o GPTZero assinalar o seu exame sem internet como escrito por IA; a sua ação judicial federal alega discriminação por origem nacional e violação do devido processo, tornando-se um caso de advertência sobre disciplina baseada em deteção de IA.
Em junho de 2024, um assistente de docência na disciplina 'Sourcing and Managing Funds' da Yale School of Management assinalou o exame final, de livro aberto e sem internet, do estudante de MBA Thierry Rignol, cidadão francês, como provavelmente escrito por IA, citando uma formatação 'invulgarmente longa e elaborada' e uma pontuação e gramática 'quase perfeitas'. O docente submeteu partes das respostas à ferramenta de deteção de IA GPTZero para reforçar a suspeita.
A Comissão de Honra de Yale considerou Rignol responsável tanto pela acusação inicial de uso de IA como por 'não ter sido franco' durante a investigação, impondo uma suspensão de um ano do programa de MBA Executivo e uma reprovação na disciplina.
Em fevereiro de 2025, Rignol apresentou uma ação judicial federal contra Yale e cinco responsáveis identificados, alegando discriminação por origem nacional ao abrigo da Lei dos Direitos Civis, violação do devido processo, táticas de investigação coercivas, incumprimento de contrato e difamação, afirmando que um decano sugeriu que poderia enfrentar a deportação. Os próprios documentos de Yale reconhecem que nenhuma ferramenta de deteção de IA consegue comprovar com certeza o uso de IA. Um juiz negou o pedido de providência cautelar de Rignol, e o processo continuou em 2026, com pedido de julgamento por júri.
O caso tornou-se um exemplo de advertência amplamente citado sobre os riscos legais e de equidade de disciplinar estudantes com base em ferramentas de deteção de IA pouco fiáveis, ecoando conclusões semelhantes noutros casos — incluindo uma ação de 2025 da Comissão Federal de Comércio dos EUA contra um fornecedor de deteção de IA cuja alegada 'precisão de 98%' se revelou próxima do acaso — que levaram várias universidades a desativar por completo o software de deteção de IA.
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