Restaurar o Acesso à Internet nos Campos de Refugiados Rohingya de Cox's Bazar, Bangladeche
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A Avanti Communications e o ACNUR instalaram banda larga por satélite alimentada a energia solar, portáteis e tablets em sete locais dos maiores assentamentos de refugiados do Uganda — incluindo Bidi Bidi, Palabek e Imvepi — dando a mais de 260 refugiados e crianças acesso diário e gratuito à internet num país que acolhe 1,6 milhões de refugiados.
O Uganda acolhe mais refugiados do que qualquer outro país africano — mais de 1,6 milhões em 2024, maioritariamente do Sudão do Sul e da República Democrática do Congo — abrigados em assentamentos remotos e sem ligação à rede elétrica, com pouca infraestrutura de telecomunicações pré-existente. Só o assentamento de Bidi Bidi, no distrito de Yumbe, alberga perto de 200 mil refugiados.
A partir de um compromisso assumido em dezembro de 2019, o operador de satélites Avanti Communications e o ACNUR financiaram conjuntamente terminais de satélite alimentados a energia solar, equipamento de conectividade, portáteis, tablets, largura de banda e manutenção contínua em sete locais de conectividade em assentamentos como Bidi Bidi, Palabek, Imvepi, Kiryandongo, Adjumani e Rhino Camp.
Reportagens independentes (GSMA, Space in Africa) documentam que os locais de conectividade recebem diariamente mais de 260 refugiados e crianças para utilizar internet gratuita com fins educativos e de aprendizagem online, e que o programa inclui manutenção e apoio ao cliente plurianuais, em vez de se tratar de uma doação pontual.
A instalação física foi complementada por uma mudança de política: em 2019, o programa Mobile for Humanitarian Innovation da GSMA trabalhou com o ACNUR e o Governo do Uganda para facilitar os requisitos de registo de cartões SIM para refugiados, tornando mais fácil o acesso real a serviços móveis por parte dos refugiados já conectados.
Ressalva: a cobertura abrange apenas sete locais fixos numa rede de assentamentos que acolhe bem mais de um milhão de refugiados, pelo que o programa responde a uma pequena fração da procura total, e não foi encontrada, em fontes públicas, nenhuma avaliação independente e liderada por refugiados sobre os resultados educativos.
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